Relatos de ‘síndrome da cabana’ aumentam durante pandemia do coronavírus

Elisa Martins e Constança Tatsch
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SÃO PAULO — Para quem gosta de ficar na rua, seguir as recomendações de isolamento social impostas pela pandemia foi um sacrifício. Já os caseiros se adaptaram facilmente à nova realidade e transformaram o lar em um refúgio.

O segundo grupo enfrenta agora dificuldades na readaptação social após meses de confinamento, um fenômeno descrito pela primeira vez no início do século XX como "síndrome da cabana", e que se multiplica nos consultórios terapêuticos, sobretudo em mulheres e crianças. Não é uma doença ou transtorno mental, mas sua evolução pode levar a quadros mais sérios.

— É uma alteração de comportamento. Depois de ficar em isolamento e submetida a uma pressão muito grande, a pessoa fica tão assustada que não consegue sair de casa. Até readquirir confiança e considerar que é seguro sair, leva tempo — explica a psiquiatra Fátima Vasconcellos, da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).