Relembre casos de turistas baleados ao entrarem por engano em áreas de risco por orientação de GPS

Cecília Vasconcelos

RIO - Um casal de turistas suíços foi atacado por criminosos armados na noite do último domingo, após o gps do veículo indicar alteração de rota para fugir de um congestionamento na Avenida Brasil, os fazendo entrar na comunidade da Cidade Alta, na Zona Norte do Rio. Michele Aangelo Galli foi alvejado no peito, e sua esposa, Miranda Pia Regazzoni foi ferida por estilhaços na mão esquerda. Este é mais um dos casos de vítimas feitas após entrarem em áreas conflagradas ao seguirem orientações de aplicativos de geolocalização e mapas, como o Waze e o Google Maps.

Em 2017 uma turista argentina morreu ao entrare oir engano na comunidade do Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, na região central da cidade, enquanto tentava chegar ao Cristo Redentor. Natália Capetti estava acompanhada do marido e um casal de espanhóis. O caso aconteceu em fevereiro. A vítima chagou a ficar internada, mas morreu 1 mês depois.

 

Em dezembro de 2016 o italiano Roberto Bardella, de 52 anos, foi morto no Morro dos Prazeres, também em Santa Teresa. Ele e o primo Rino Polato, de 59 anos, estavam em duas motocicletas e entraram na comunidade por engano. A dupla fazia um tour de motocicleta pela América do Sul e vinha do Paraguai, entrando no Brasil por Foz do Iguaçu. Segundo a Polícia, os dois visitavam o Cristo Redentor e estavam a caminho da praia quando entraram por engano na favela por indicação do GPS, e se depararam com bandidos amrmados. Roberto foi baleado na cabeça e em um dos braços e morreu na hora.

 

Prefeitura sanciona lei que obriga emissão de alerta de riscos por aplicativos de geolocalizaçao aos usuários

Em janeiro de 2019 a Prefeitura sancionou uma lei que obriga aplicativos de geolocalização a emitirem alertas sonoros aos usuários a medida que se aproximarem de áreas de risco. A sanção ocorreu no mesmo dia em que dois policiais militares foram baleados após seguirem o roteiro sugerido por um aplicativo e entrarem por engano na comunidade Jardim Novo, em Realengo, Zona Oeste do Rio.