Relembre Dona Hermínia, de 'Minha mãe é uma peça', e outros personagens de Paulo Gustavo

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Cena de 'Minha Mãe é Uma Peça', cujos dois filmes somados venderam quase 14 milhões de ingressos. (Imagens: divulgação Downtown/Paris)
Cena de 'Minha Mãe é Uma Peça', cujos dois filmes somados venderam quase 14 milhões de ingressos. (Imagens: divulgação Downtown/Paris)

Em sua carreira, Paulo Gustavo fez o seu público rir de diversas maneiras e com muitos personagens, como Dona Hermínia e a Senhora dos Absurdos. Com uma técnica primorosa, ele era capaz de entrar em vários tipos, desde a piriguete até o machão playboy. Nesta terça-feira, Paulo Gustavo morreu, aos 42 anos, em decorrência de complicações da Covid-19, depois de ficar internado desde 13 de março.

Veja abaixo uma lista de dez personagens inesquecíveis que ele deixou:

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Dona Hermínia

A personagem inspirada em sua mãe, Déa Lúcia, foi o maior sucesso do ator. O projeto "Minha mãe é uma peça" começou como peça, em 2006, no monólogo que rendeu a Paulo Gustavo a indicação ao Prêmio Shell de Melhor Ator. O projeto virou ainda livro e três filmes, além de shows que ele fez com a mãe, que sonhava ser cantora. O terceiro filme se tornou a produção brasileira com maior bilheteria da história, com 11,5 milhões de espectadores.

"Muito legal, porque foi um projeto que começou pequenininho. Fiz a primeira vez no teatro Candido Mendes, em Ipanema, que tem 80 lugares, aí fui para um teatro de 400, depois em ginásio. Quando vi, estava fazendo no cinema, e o primeiro (filme) fez cinco milhões de espectadores, o segundo filme deu 9,5 milhões, e o terceiro foi pra 11,5 milhões", orgulhou-se ele em entrevista para Sabrina Sato, no início da quarentena.

Senhora dos Absurdos

A mulher preconceituosa, racista e dona das declarações mais absurdas, como o próprio nome diz, costumava atacar sem piedade todas as minorias e pessoas diferentes dela. A personagem costumava falar os maiores absurdos com a maior naturalidade, o que provocava o inevitável riso em cima da tragédia do pensamento dela.

No especial de fim de ano do programa "220 volts", na Globo, em dezembro, ela fez a cena mais compartilhada do programa nas redes, em que atirava com duas pistolas pela janela, enquanto gritava "Ai, meu porte de arma".

Mulher Feia

Com peruca desgrenhada e dentes postiços, Paulo Gustavo se caracterizava para falar de como era a vida de uma mulher fora dos padrões de beleza. A Mulher Feia tinha uma libido poderosa, costumava dar em cima de galãs e contar como fazia para beijar na boca.

Playboy

Com sotaque carioca e marra de conquistador, o Playboy foi um personagem que também surgiu no programa "220 volts", na Multishow. Ele vivia dando em cima das mulheres, tentando ser malandro e beijar o máximo possível.

Sem Noção

Também com dentes postiços e andar de malandro, o Sem Noção vivia puxando assunto e entrando onde não era chamado. Costumava ser sincero demais, ofendendo quem estava ao redor e sendo inconveniente na hora de começar as conversas. Ele também aparecia em quadros do "220 volts".

Valdomiro

O Valdomiro Lacerda era protagonista do programa "Vai que cola", também no Multishow. Ele vivia na pensão da Dona Jô para fugir da Polícia Federal, por conta das suas falcatruas. Entre as piadas, ele costumava dizer que tudo era diferente no Méier, bairro da Zona Norte do Rio onde ficava a pensão.

Periquita

A adolescente apaixonada de Paulo Gustavo vivia em suas confusões amorosas e sonhos conjugais. Costumava paquerar muito e querer viver feliz para sempre com o seu amado da vez, mas nem sempre era correspondida.

Nerd

O personagem Nerd vivia entre cadernos e computadores, tentando entender como funcionava os seus relacionamentos. Tudo para ele tinha que funcionar perfeitamente de acordo com a sua lógica, e isso o fazia não entender as mulheres a sua volta.

Aníbal

O amigo gay da personagem de Mônica Martelli nos filmes "Os homens são de Marte" e "Minha vida em Marte" divertia a protagonista e o público. Superpreocupado com tudo e conselheiro fiel dela, Aníbal se destacou nos longas, sempre muito divertido. Paulo e Mônica eram amigos muito próximos. Ele dizia que ligava para a amiga até quando ia fazer cocô.

Ivonete

A mulata desinibida e impaciente vivia falando de sexo. Do seu barraco em sua comunidade, ela contava sobre as paqueras nas rodas de samba e em qualquer lugar que ela fosse.

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