‘Religiosos estão dispostos a morrer': Sustentação oral de André Mendonça em julgamento sobre abertura de igrejas provoca críticas nas redes

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RIO - O Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta quarta-feira se governadores e prefeitos podem proibir cultos religiosos presenciais para conter a disseminação da Covid-19. Um dos primeiros a se manifestar na sessão, o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), André Mendonça, foi alvo de críticas nas redes sociais após defender a abertura de igrejas e templos, e afirmar que “os religiosos não estão matando pela sua fé, mas estão dispostos a morrerem por ela”.

Pastor presbiteriano, Mendonça citou trechos da bíblia para explicar o significado de ir à igreja para os cristãos e afirmou que “Ser cristão em sua essência é viver em comunhão não apenas com Deus, mas estar junto com o próximo”. As falas do ministro foram rejeitadas por parte dos internautas, que declararam que o AGU fez uma pregação e não apresentou argumentos jurídicos. Seu nome acabou marcando presença na lista de assuntos mais comentados no Twitter.

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) afirmou na rede social que Mendonça “está muito abaixo da mediocridade”. Assim como outros usuários da plataforma, Freixo interpretou a fala do ministro como um aceno aos evangélicos e, consequentemente, uma campanha para ser indicado ao STF.

O parlamentar Paulo Pimenta também se posicionou nas redes sobre o discurso de Mendonça, classificado por ele como “absurdo”. O petista chamou o ministro de “fanático religioso e pastor” e afirmou que a fala tem o objetivo de agradar o presidente Jair Bolsonaro.

Cotado para a próxima vaga na Corte, que será aberta após o ministro Marco Aurélio Mello se aposentar em julho deste ano, André Mendonça vem se movimentando em prol de causas defendidas por evangélicos, segmento que Bolsonaro já afirmou que pretende agradar com a indicação.

Veja a repercussão nas redes após a sustentação oral de Mendonça:

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