Religiosos italianos se recusam a receber Bolsonaro de maneira oficial em Pádua

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Brazil's President Jair Bolsonaro reacts during a review and modernization ceremony of occupational health and safety work at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil July 30, 2019. REUTERS/Adriano Machado     TPX IMAGES OF THE DAY
Foto: REUTERS/Adriano Machado
  • Presidente está na Itália para reunião do G20

  • Diocese enviou nota negando receber o brasileiro

  • Movimentos sociais também planejam manifestação

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que chegou nesta sexta-feira (29) a Roma, na Itália, para participar da reunião do G20 neste fim de semana, está enfrentando resistência para visitar a basílica de Santo Antônio, em Pádua, por parte de religiosos.

O brasileiro deve visitar Pádua na segunda-feira (1), onde pretendia visitar a basílica. Depois, ele segue para cidade de Anguillara Veneta, cidade de seus antepassados, onde irá receber o título de cidadão honorário.

Em uma nota, a diocese de Pádua afirma que não estão dispostos a receber Bolsonaro de maneira oficial. Caso o presidente queira visitar a basílica, será como qualquer outro peregrino. A medida é apoiada pelo prefeito de Pádua, Sergio Giordano, e pelo bispo local, Claudio Cipolla.

A diocese ainda destacou, em comunicado, que alguns religiosos da região, como Ezechiele Ramin e Ruggero Ruvoletto, foram assassinados no país. Os bispos, segundo a nota, têm denunciado a "violência, a exploração da religião e devastação ambiental, além de severa crise de saúde".

Na nota, também pedem que Bolsonaro "promova políticas que respeitem a Justiça, saúde e meio ambiente". E disseram, por fim, que a homenagem que se planeja ao brasileiro criou "um forte embaraço diante da voz de tantos que sofreram".

Além disso, movimentos sociais de Pádua planejam realizar um protesto em rechaço à visita de Bolsonaro.

Toda passagem de Bolsonaro pela Itália é feita com recursos públicos, dentro da viagem oficial do G20.

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