Renata Sorrah e Bruna Lombardi lembram mudanças de visual para ‘Roda de fogo’, que chega ao Globoplay em seus 35 anos

Naiara Andrade
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Numa sequência ao resgate de clássicos da teledramaturgia nacional, o Globoplay lança nesta segunda-feira (26) em seu catálogo a novela “Roda de fogo”, 35 anos após a estreia da obra de Lauro César Muniz, com direção-geral de Dennis Carvalho, no horário nobre da Globo.

Na história central, Renato Villar (Tarcísio Meira) é um empresário inescrupuloso que se transforma ao descobrir que tem um aneurisma cerebral e, portanto, pouco tempo de vida. Casado com a ambiciosa Carolina D’Ávila (Renata Sorrah), ele põe um fim na relação de aparências com ela quando se encanta pela juíza Lúcia Brandão (Bruna Lombardi), responsável pelo veredicto do caso de irregularidades em que o poderoso se envolve. Ambos se apaixonam, gerando um dilema ético.

Renata Sorrah conta que teve que passar por uma transformação no visual para o papel de uma mulher elegante, que tinha sonho de ser primeira-dama do país, e acabou ditando moda Brasil afora, naqueles anos de 1986/1987:

— Tive que escurecer o meu cabelo e botei um megahair para poder fazer uma trança imensa. Carolina usava umas ombreiras muito chiques, no estilo dos filmes dos anos 1940. Lembro que uma vez fui entregar um prêmio num clube no interior da Bahia e, quando subi ao palco e olhei a plateia, 90% das mulheres estavam vestidas de Carolina D’Ávila. Todas com ombreiras imensas e trança. Achei aquilo maravilhoso! Ela influenciou uma época.

Outro vértice do triângulo amoroso principal, Bruna Lombardi também mudou radicalmente sua aparência para viver a juíza Lúcia, de fios curtos e escuros.

— Precisava pintar o cabelo a cada duas ou três semanas, porque a raiz nascia loura — lembra a atriz, exaltando sua personagem Lúcia como uma mulher “muito respeitada, inteligente e séria”: — “Roda de fogo” arrebentou, o tema da corrupção na elite era, então, uma novidade. E isso acaba fazendo desta uma obra muito atual. Na época, inclusive, fui para Roma, na Itália, e lá a novela virou uma minissérie, chamada “Potere” (“Poder”). Adorei fazer parte!