Renato Aragão chora com visita e agradecimento de Dedé Santana; assista

Camila Tuchlinski
Instagram/renatoaragao/dedesantanaoficial

Renato Aragão publicou um vídeo no perfil dele no Instagram nesta terça-feira, 17, em que aparece com Dedé Santana. ]

Com a participação da esposa, Lívia Aragão, o eterno Didi Mocó de Os Trapalhões não consegue pronunciar uma palavra por causa da emoção. Ele apenas chora diante do discurso de Dedé.
“Não sei se você sabe, eu estudei até o terceiro ano do ginásio na época, estudei três meses em cada escola, de cidade em cidade. Praticamente analfabeto. Não analfabeto, mas eu não tinha o conhecimento que o Renato tinha”, relata Dedé.
Santana disse que o companheiro o ensinou sobre respeito a família e a convivência entre as pessoas. Além disso, ele ressaltou que é grato por ter feito parte de Os Trapalhões.

“Se não fosse o Renato, eu não seria o Dedé Santana conhecido em todo o Brasil com Os Trapalhões, que começou com a dupla Dedé e Didi. Esse cara confiou em mim, teve coragem", concluiu.

Assista ao vídeo:


No Instagram, Dedé sempre faz questão de relembrar a amizade com Didi. “Tempos da TV Tupi. Tem amizades que são pra vida toda!”, escreveu.


Em setembro de 2018, Dedé Santana publicou uma imagem em que aparece com Didi e lamenta a distância do amigo. “Sem comentario! Parceiro eterno. Amo essa foto e foi uma das últimas que tiramos juntos”, declarou.


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Mesmo com um negro no elenco principal, os 'Trapalhões' originais exibiam diálogos racistas sem grande preocupação. Em uma esquete do programa, Dedé tenta vender uma ‘pintura’ com a cabeça de Mussum, e o cliente responde: ‘Eu compraria se esse quadro não fosse de um criolo!’


Reprodução de cena de 'Os Trapalhões' / TV Globo MM_AG_PT_ASSET_769814 SUPER-HOMEM RACISTA

Em um dos episódios, Didi aparece voando vestido como o Super-Homem, enquanto é ridicularizado por Mussum: “É um palhaço 'voantis'”, ele brinca. E Didi responde sempre usando a cor do companheiro como ofensa: “Kunta Kinte é o que você é. Tá despeitado porque não ‘avoa’. É urubu, mas não ‘avoa’”

Reprodução de cena de 'Os Trapalhões' / TV Globo MM_AG_PT_ASSET_769811 RACISMO E INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

As piadas com negros eram uma constante na atração. Em uma das esquetes, Mussum aparece com Dedé e Zacarias em uma restaurante e é frequentemente provocado pelo garçom com expressões como ‘boi da cara preta’, ‘morcegão’ e ‘urubu’, além de referências à macumba


Reprodução de cena de 'Os Trapalhões' / TV Globo MM_AG_PT_ASSET_769813 MACHISMO NO PRIMEIRO EPISÓDIO

Logo nas primeiras cenas do programa de estreia na Globo, em 1977, Didi e Dedé aparecem na praia enquanto mulheres de biquíni são filmadas de costas. “Eu vim de Mesquita para ver mulher. Olha lá quanta mulher ‘boa’! Aquela ali sozinha faz sombra para cinco. Aquilo é que é mulher, rapaz!”, exclama Didi


Reprodução de cena de 'Os Trapalhões' / TV Globo MM_AG_PT_ASSET_769812 'PESQUISA NAS RUAS'

Um clássico do programa foi o quadro ‘Pesquisa nas Ruas’, em que os integrantes do humorístico apareciam em situações cotidianas sendo entrevistados sobre conhecimentos gerais. Em uma das cenas, Didi estava na praia, quando foi perguntado: “O senhor sabe qual é o animal mais útil ao homem?”. E, sem pensar duas vezes, respondeu: “É a mulher”

Reprodução de cena de 'Os Trapalhões' / TV Globo MM_AG_PT_ASSET_769815 'HOMEM COM HOMEM NÃO PODE'

No quadro ‘O garoto que nunca saiu do quarto’, os pais de Didi, interpretados por Lúcio Mauro e Suely May, tentam arrumar uma noiva para o filho e elegem três pretendentes. Mas o garoto prefere o mordomo, que é homossexual. “A mulata, a loira ou a morena: qual das três você escolhe para casar?”, pergunta o pai. “Ele”, aponta Didi para o mordomo, que, em nenhum momento tem fala na cena. “Mas ele não pode! Ele é homem, rapaz!”, esbraveja o pai


Reprodução de cena de 'Os Trapalhões' / TV Globo MM_AG_PT_ASSET_769818 DIFERENCIANDO NORDESTINOS

O preconceito regional também existia no humorístico. Em uma das esquetes, Dedé se lamenta com Didi: “Estou encrencado. Chamei um pernambucano de baiano. Não sei como distinguir”. Surge na cena, o cangaceiro Severino, que serve como exemplo para Didi explicar como diferenciar os nordestinos ‘pela cabeça’. “Se da cabeça até a testa fizer um ângulo de 90º, é cearense. Se fizer mais de 90º, pernambucano. Se fizer menos de 90º, paraibano”. “E um alagoano e um maranhense, como eu sei?”, indaga Dedé. “Se na cintura, tiver um revólver 38, é maranhense. Se tiver um 45, é alagoano”, responde o colega

Reprodução de cena de 'Os Trapalhões' / TV Globo MM_AG_PT_ASSET_769816 'MULHER DA PESADA'

Os padrões de beleza também eram parte das sátiras do programa. Em uma das cenas, Didi aceita ficar na companhia de uma mulher gorda e é ridicularizado por uma série de homens que passam na rua. “Tu gosta de carne hein, meu chapa?”, diz um deles. “Fala motorista de jamanta”, fala outro, enquanto é retrucado pelo personagem de Renato Aragão


Reprodução de cena de 'Os Trapalhões' / TV Globo MM_AG_PT_ASSET_769817 VEJA TAMBÉM:

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Reprodução / YouTube MM_AG_PT_ASSET_769810