Grêmio chegou ao limite com Renato. É hora de trocar o técnico

Alexandre Praetzel
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Alisson lamenta eliminação do Grêmio para o Independiente Del Valle. Foto: Fernando Alves/AGIF
Alisson lamenta eliminação do Grêmio para o Independiente Del Valle. Foto: Fernando Alves/AGIF

Vi os dois jogos do Grêmio contra o Independiente Del Valle, na queda do time na Libertadores da América. É verdade que o tricolor teve um gol mal anulado no primeiro confronto, mas em nenhum momento foi superior ao adversário, na derrota por 2 a 1.

 Em Porto Alegre, o Grêmio abriu o placar e criou duas chances para matar o jogo, mas sem eficiência. Quando o Del Valle empatou e foi para o intervalo com o placar que lhe servia, os gremistas baixaram a cabeça. Na volta para o segundo tempo, o Del Valle foi dominante e aumentou o poderio, após a expulsão de Maicon. Diego Souza ainda desperdiçou uma oportunidade, antes do segundo gol equatoriano. 

Renato Portaluppi "treinou" o time à distância, recuperando-se de Covid. Apesar de estar isolado, Renato manteve a comunicação com o auxiliar Alexandre Mendes e participou da escalação da equipe. 

Com um trabalho de cinco anos, parece que o elenco chegou ao limite nas atenções ao treinador. O Grêmio perdeu sua intensidade há um ano e foi vice-campeão da Copa do Brasil sem assustar o Palmeiras, numa das piores atuações do clube numa decisão de torneio nacional. Ainda assim, a diretoria renovou o contrato de Renato. 

No entanto, essa eliminação para o Del Valle escancarou a ausência de ideias e sinalizou uma mudança no comando para arejar o ambiente e buscar outras alternativas de jogo e motivação, com o rejuvenescimento do time. O Grêmio agora irá disputar uma Copa Sul-Americana sem o favoritismo esperado e, talvez, com um novo treinador.