Renato Gaúcho e Jair Bolsonaro: Por que técnico é o favorito do presidente e foi procurado pela CBF para agradá-lo

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A crise na seleção brasileira parece ter esfriado após o afastamento de Rogério Caboclo por acusações de assédio sexual e moral. Mas o episódio lançou luz para um relação pouco falada no futebol brasileiro: a do técnico Renato Gaúcho e do presidente da República. Afinal, o que faz do ex-treinador do Grêmio o favorito de Jair Bolsonaro a ponto do agora presidente afastado da CBF ter prometido ao Planalto sua contratação para o lugar de Tite?

Embora as opiniões políticas de Renato não sejam tão divulgadas, ele nunca se privou de manifestá-las quando provocado. O técnico já revelou ter votado em Bolsonaro para presidente e, com seu governo já em andamento, deu declarações de apoio. Inclusive tendo presenteado o político com uma camisa do Grêmio.

O agrado ocorreu no último mês de outubro, quando Renato ainda estava à frente do time gaúcho. Na ocasião, o Brasil já sofria com a pandemia, e Bolsonaro, com os questionamentos à atuação do governo no combate ao coronavírus. A camisa gremista com o nome do presidente e o número 7, usado pelo treinador na conquista da Libertadores e do Mundial de clubes de 1983, foi uma mostra de que ele seguia um admirador do presidente um ano e dez meses depois da posse.

Os dois se conhecem desde a eleição presidencial, em 2018. Mas a pandemia os aproximou. Quando o futebol foi paralisado, Renato virou uma espécie de consultor informal de Bolsonaro. Era a ele que o presidente recorria para saber se o esporte tinha condições de ser retomado. Os motivos: além de ser seu apoiador (ou seja: identificado com suas ideias), o então técnico gremista havia sido um dos primeiros a se manifestar sobre a necessidade de parar com os jogos. Logo, estava bem informado sobre o assunto.

Antes disso, contudo, Bolsonaro e Renato já estavam alinhados. Em 2019, quando revelou voto no presidente, o treinador chegou a criticar aqueles que faziam oposição a ele.

- Votei nele. É meu presidente. O Bolsonaro e o Sérgio Moro são pessoas do bem que querem o bem do Brasil. Na minha opinião, quem é contra esses caras é contra o crescimento do Brasil - disse ao jornal "Folha de S.Paulo".

No mesmo ano, Renato convidou Bolsonaro a assistir de perto um jogo do Grêmio. O fato irritou parte da torcida do clube.

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