Renato Kalil orientou Shantal Verdelho a usar abortivo na 40ª semana, diz depoimento

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Shantal afirma ter sofridi violência obstétrica no parto de Domênica (reprodução / instagram @shantal)
Shantal afirma ter sofridi violência obstétrica no parto de Domênica (reprodução / instagram @shantal)

Resumo da Notícia:

  • Shantal Verdelho prestou depimento à Polícia Civil de São Paulo nesta semana

  • A influenciadora afirmou que o obstetra Renato Kalil a orientou a usar um remédio abortivo

  • Ela ainda o denunciou por usar a manobra de Kristeller, que é contraindicada

O caso Shantal Verdelho ganhou um novo capítulo. O depoimento prestado pela influenciadora à Polícia Civil de São Paulo no inquérito que investiga a suposta violência obstétrica praticada pelo médico obstetra Renato Kalil. Ele foi o responsável pelo parto de Domênica, que nasceu dia 13 de setembro.

No depoimento, Shantal afirma que quando completou 40 semanas de gestação, o médico insistiu para que ela usasse Misoprostol para acelerar o trabalho de parto. Ela ficou em dúvida e após diversas pesquisas e segundas opiniões abriu mão do medicamento.

Abortivo, o remédio pode causar a morte de gestantes e causar sérias complicações à mulheres que já fizeram cesariana, como ela. O alerta mais grave foi dado por sua fisioterapeuta pélvica e uma outra obstetra, que desaconselhou a indução do parto.

Segundo determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, o remédio só pode ser administrado em ambiente hospitalar e não é recomendado para algumas mulheres, como as que já fizeram cesárea. Ela é mãe de Felippo, de 2 anos, fruto de seu casamento com Matheus Verdelho.

Shantal também o acusa de praticar a manobra de Kristeller, que é contraindicado pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde. O movimento consiste em pressionar a barriga da mãe para baixo buscando empurrar o bebê. O ato pode comprometer de forma seria a saúde da criança e da mãe. As informações foram publicadas pela colunista Mônica Bergamo, da “Folha de São Paulo”.

O parto da influenciadora, que deveria ser humanizado, foi realizado no hospital São Luiz, um dos mais caros da cidade. Eles informaram à colunista que “o misoprostol é de uso intra-hospitalar e que só pode ser prescrito por médicos que sejam cadastrados e façam parte do corpo clínico do hospital. E que apenas médicos e enfermeiros podem administrá-lo, desde que haja consentimento da paciente”.

Sergei Cobra Arbex, advogado de Shantal, reforçou que o processo corre sob sigilo e não comentaria o conteúdo do depoimento, mas desejou que “tudo seja investigado e que a justiça seja feita.”

Renato Kalil, por meio de sua assessoria de imprensa, nega todas as acusações. Celso Vilardi, advogado do médico, afirma em nota que as condutas do profissional foram “pautadas pelas boas práticas” e estão de acordo com os protocolos em vigência. “Por respeito ao obrigatório sigilo profissional e por não ter tido acesso ao inquérito”, não poderia falar mais sobre o caso.

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