Após investigação, Repórteres sem Fronteiras acusam forças russas da morte de fotógrafo ucraniano na guerra

A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) responsabilizou as forças russas pela morte do fotógrafo e jornalista ucraniano Maks Levin, de 41 anos, que fazia a cobertura da invasão militar iniciada em fevereiro, e indicou que o profissional foi torturado por militares. A informação consta em relatório de investigação sobre o caso divulgado nesta quarta-feira.

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O corpo de Levin e seu companheiro, o soldado Oleksiy Chernishov, foram encontrados em 1º de abril em uma floresta nos arredores de Moschchun, uma vila a cerca de 20 km de Kiev. A dupla estava desaparecida desde o dia 13 de março.

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"As investigações revelaram elementos que indicam que o fotojornalista e seu companheiro foram executados a sangue frio, depois de provavelmente terem sido interrogados e torturados por forças russas no dia de seu desaparecimento", ressaltou a RSF em comunicado.

Entre 24 de maio e 3 de junho, a RSF enviou uma equipe de investigadores para o local das mortes composta, entre outros, pelo fotógrafo de guerra Patrick Chauvel, que havia trabalhado ao lado de Levin por alguns dias na região de Donbas no final de fevereiro.

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Para sustentar as afirmações, os investigadores fornecem fotos e uma descrição das provas materiais encontradas, segundo eles, na cena do crime: balas normalmente usadas pelo exército russo, maços de cigarros, recipientes de comidas e instruções para o uso de mísseis.

O relatório afirma que o jornalista e o soldado morreram após serem identificados por soldados russos ou foram capturados e torturados. Oleksiy Chernishov teria sido queimado vivo.

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A RSF informou à AFP que a investigação "apoiará osexto processo" do grupo perante o Tribunal Penal Internacional (TPI) em Haia. O processo se concentrará "exclusivamente no caso Maks Levin", que já havia sido mencionado em uma peça anterior, de 27 de maio. A ONG garante que já prestou depoimento sobre o caso perante o sistema de justiça ucraniano, ao qual forneceu fotos da cena do crime.

Levin é um dos oito jornalistas mortos desde o início da guerra na Ucrânia. O último foi o francês Frédéric Leclerc-Imhoff, que foi atingido por um projétil disparado pelas forças russas em 30 de maio.

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