Repórteres Sem Fronteiras lança campanha com Bolsonaro 'nu' contra desinformação sobre a Covid-19

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A ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF) lançou nesta segunda-feira, dia 22, uma campanha contra a desinformação durante a pandemia de Covid-19 no Brasil. Com o slogan "A verdade nua", a ONG internacional usou uma fotomontagem do presidente Jair Bolsonaro sem roupa, coberto apenas por uma placa que informa o número de mortes causadas pelo Coronavírus e o número de casos confirmados da doença no país** (até o fechamento da campanha).

A peça foi produzida em parceria com a agência francesa BETC Paris e está disponível em 4 idiomas: francês, inglês, espanhol e português. Segundo o secretário-Geral da RSF, Christophe Deloire, o objetivo é reiterar a importância do jornalismo em relatar os fatos e informar as pessoas sobre a realidade da crise sanitária.

Ataques aos ministros do STF:

"Essa campanha propositalmente chocante visa despertar as consciências a reagirem aos ataques permanentes do sistema Bolsonaro contra a imprensa. Os ataques não são apenas moralmente intoleráveis, mas também perigosos para a população brasileira que se vê privada de informações vitais sobre a pandemia. O trabalho dos jornalistas é fundamental para relatar os fatos e informar as pessoas sobre a realidade da crise sanitária. Mais do que nunca, o direito à informação, intimamente ligado ao direito à saúde, deve ser defendido no Brasil", disse Deloire.

Repórteres Sem Fronteiras ainda lembra que o Brasil é hoje o terceiro país mais afetado pela Covid-19 e a campanha reforça a importância de conhecer os fatos para compreender a pandemia e poder agir sobre ela. O país ainda ocupa a 107ª posição entre os 180 países incluídos no ranking mundial da liberdade de imprensa, segundo a RSF.

Deputado preso:

A ONG ainda citou os constantes ataques de Bolsonaro à imprensa brasileira e "a hostilidade demonstrada por Bolsonaro contra a imprensa reflete como o presidente, sua família e seus apoiadores refinaram, ao longo de 2020, um sistema focado em desacreditar a imprensa e silenciar jornalistas críticos e independentes, considerados inimigos do Estado”.