República, com cúpula isolada, trabalha pelo celular durante crise do coronavírus

Thais Arbex e Carolina Brígido
Usando máscaras, Bolsonaro e o presidente do STF, Dias Toffoli, participam de entrevista coletiva

BRASÍLIA — O avanço da pandemia do coronavírus no país se tornou um desafio para chefes de Poderes. Isolados, eles têm atuado pelo celular. Diagnosticado com o novo coronavírus, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), montou um QG na residência oficial para garantir os trabalhos do Congresso enquanto ele estiver cumprindo o período de quarentena por conta da doença. Alcolumbre disse que o funcionamento do Parlamento será mantido “independentemente do que aconteça”.

— Sigo de casa, em isolamento total, mas confiante 100% na recuperação, acompanhando tudo pelo telefone e posso afirmar que sairemos maiores depois dessa crise — afirmou Alcolumbre, por mensagem, ao GLOBO.

Isolado em um dos quartos do imóvel no Lago Sul, em Brasília, Alcolumbre tem intercalado o dia entre repouso e atividade parlamentar. A televisão fica o tempo todo sintonizada em canais de notícias, o computador ligado e o celular sempre carregado. Segundo aliados, Alcolumbre tem mantido contato constante com senadores. O mais acionado é o senador Antônio Anastasia (PSD-MG), primeiro vice-presidente da Casa. Eles costumam se falar, pelo menos, a cada duas ou três horas.