Reparos na ciclovia Tim Maia podem custar à Prefeitura do Rio cerca de R$ 9,4 milhões

Pedro Madeira
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RIO — Atualmente com dois trechos interditados, a ciclovia Tim Maia passará por reformas que podem custar à Prefeitura cerca de R$ 9,4 milhões. Segundo a Secretaria de Infraestrutura, dois reparos estão previstos: a recomposição do guarda-corpo, alvo de constantes furtos, e do tabuleiro do trecho atingido em 2019. O planejamento para recuperação da estrutura foi uma das promessas da prefeitura para os cem primeiros dias de gestão, assim como a Licitação do Diagnóstico e Projeto para recuperar pavimento do BRT Transoeste. A obra da ciclovia custou R$ 44 milhões e desde a inauguração, em 2016, caiu quatro vezes. Na primeira delas, duas pessoas foram mortas.

Para resturar os ferros de proteção da ciclovia, a secretaria Infraestrutura lançou uma licitação na modalidade concorrência, que ocorrerá em maio. O valor é de R$ 6.223.972,11 e será investido para restaurar o equipamento no trecho São Conrado a Barra, um dos trechos interditados. Além disso, a Geo-Rio orçou a reforma do tabuleiro no valor de R$ 3,2 milhões. Segundo a secretaria, a obra no guarda-corpo da ciclovia tem previsão de durar 120 dias, após licitação. A parte entre a Gruta da Imprensa até São Contado está fechada por ordem judicial.

Desde sua inauguração em 2016, ano das Olimpíadas no Rio, a ciclovia Tim Maia acumula números amargos: foram quatro quedas e duas mortes. Três meses após abrir ao público, parte da estrutura não resistiu à ressaca do mar e desabou, matando duas pessoas que estavam no local: Ronaldo Severino da Silva, de 60 anos, e o engenheiro Eduardo Marinho Albuquerque, de 54 anos.

Além deste incidente, o equipamento urbano caiu em outras três ocasiões e segue interditado desde 2019. Depois das investigações realizadas na 16ª Dp (Gávea), a Justiça condenou 15 réus pela queda que terminou com a morte de duas pessoas.

O juiz André Felipe Veras de Oliveira, da 32ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, condenou a três anos, 10 meses e 20 dias de detenção os réus, mas a pena foi convertida em restrição de direitos ainda a serem definidos, multas e prestação de serviços gratuitos à sociedade ou a entidades públicas ou assistenciais