Repórter da Globo nega assédio em jogo do Corinthians: "Pra mim não aconteceu"

Repórter da Globo, Fabíola Andrade negou assédio sofrido durante partida do Brasileirão (Reprodução / Instagram / fabiolafariaandrade)

Atualizada às 18h23

A repórter Fabíola Andrade, do Grupo Globo, divulgou nesta segunda-feira (19) em seu Instagram nota de esclarecimento na qual nega que tenha sido vítima de assédio por parte de um colega que a auxiliava na partida Corinthians 1 x 0 Vasco, pelo Campeonato Brasileiro, no último sábado (17), em Itaquera.

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“Conversei com o meu colega que trabalha comigo há cinco anos. Ele me procurou várias vezes hoje. Pra mim não aconteceu assédio ou abuso. Ele estava manuseando o cabo de áudio que fica preso à minha roupa durante a transmissão, situação comum em dias de jogos”, explicou a jornalista.

No fim do jogo, uma confusão se deu entre corintianos e vascaínos após uma disputa de bola entre o lateral alvinegro Fagner e o cruz-maltino Desábato. Eis que causou polêmica nas redes sociais uma imagem do incidente no qual o caboman aparece atrás de Fabiola, supostamente tocando as suas nádegas. Muitos internautas, e até o próprio clube mandante, Corinthians, interpretaram a cena como assédio, repudiando o ato. No entanto, outras imagens não confirmavam o abuso. Ao contrário, mostravam o profissional apenas enrolando os cabos, que foi exatamente o que a repórter disse ter acontecido.

Apesar de negar a existência de assédio, Fabiola agradeceu na postagem às manifestações de solidariedade e ressaltou a importância da luta das mulheres por respeito e igualdade. “Agradeço todas as manifestações de apoio e solidariedade, seja de amigos, seguidores, telespectadores, clubes e movimentos que lutam pelo respeito e pela igualdade de gênero. O episódio serviu para mostrar, mais uma vez, que essa luta se fortalece cada vez mais”, exaltou.

Confira a íntegra da nota de esclarecimento de Fabiola Andrade:

“A respeito do vídeo que está circulando nas redes sociais desde ontem eu queria dizer que vi outros ângulos do mesmo momento do jogo e conversei com o meu colega que trabalha comigo há cinco anos. Ele me procurou várias vezes hoje. Pra mim não aconteceu assédio ou abuso. Ele estava manuseando o cabo de áudio que fica preso à minha roupa durante a transmissão, situação comum em dias de jogos.

Agradeço todas as manifestações de apoio e solidariedade, seja de amigos, seguidores, telespectadores, clubes e movimentos que lutam pelo respeito e pela igualdade de gênero. O episódio serviu para mostrar, mais uma vez, que essa luta se fortalece cada vez mais.”

Mais tarde, posteriormente à publicação deste texto, a Comunicação do Grupo Globo enviou ao   Yahoo! Esportes o seguinte posicionamento do Departamento de Esporte sobre o caso:

“A Globo e o SporTV esclarecem que, durante a partida entre Corinthians e Vasco da Gama disputada no último sábado pelo Campeonato Brasileiro, foram veiculadas imagens que deram margem a interpretações equivocadas.  Os profissionais envolvidos foram ouvidos e as imagens foram analisadas com cautela. Diferentes ângulos e imagens com qualidade melhor mostram nitidamente que o auxiliar de câmera está manipulando os cabos do microfone e que não houve qualquer desrespeito, o que já foi reconhecido pela própria repórter em suas redes sociais.”

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