Representante da Opas promete pedir que Brasil tenha prioridade na remessa de vacinas feitas por consórcio global

O Globo
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BRASÍLIA— Em reunião com o Ministério da Saúde, a representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Socorro Gross, se comprometeu a pedir à Organização Mundial de Saúde que priorize o Brasil na entrega de vacinas do consórcio Covax Facility.

O Ministério da Saúde foi avisado pelo consórcio sobre um possível atraso nas entregas de doses de imunizantes previstas para março. Em reunião, nesta sexta, o ministro Marcelo Queiroga conversou com a representante da Opas para tentar garantir as entregas para o Brasil.

"Estamos trabalhando para que o Brasil e as Américas sejam priorizados no envio das doses de vacinas da Covax”, afirmou Socorro Gross, segundo nota divulgada pela Saúde.

Até o momento, a Covax Facility enviou ao Brasil apenas 1 milhão das 2,9 milhões de doses previstasl. As outras 1,9 milhão de doses só devem ser integralmente enviadas até maio. Há uma escassez no fornecimento de vacinas para o consórcio.

Além da priorização para remessas de vacina, o ministro discutiu com a representante da Opas a ajuda para aquisição de medicamentos. A Opas abriu um procedimento para adquirir esses insumos por meio do fundo rotarório da entidade. De acordo com Socorro Gross, a expectativa é que os medicamentos cheguem em breve ao país. O Ministério da Saúde não detalhou a quantidade.

Segundo a pasta, o ministro ofereceu aviões da Força Aérea Brasileira para fazer o transporte, caso necessário. Uma pesquisa feita pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) entre os dia 23 e 25 mostrou que 1.316 municípios do país estão sob risco de falta do chamado "kit intubação."

Socorro Gross e Marcelo Queiroga falaram ainda sobre a possibilidade de aquisição de mais testes. A ampliação da testagem no país é uma das estratégias do ministro.