Repressão dos protestos no Sudão deixou 40 mortos em quase um mês

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Manifestantes contra o golpe de Estado militar no Sudão carregam pessoa ferida durante protestos, em Omdurman, em 17 de novembro de 2021 (AFP/-)

Subiu para 40 o número de civis mortos na repressão às manifestações contra o golpe de Estado de 25 de outubro no Sudão, após o falecimento, neste sábado (20), de um adolescente ferido três dias antes - informou um sindicato de médicos.

Em 25 de outubro, o general Abdel Fattah al Burhan, chefe do Exército e autor do golpe, pôs fim à instável transição há meses em curso no país. Ele ordenou a prisão de quase todos os civis no poder, acabou com a união formada por civis e militares e decretou estado de emergência.

Desde então, multitudinários protestos contra o Exército tomaram as ruas, em especial em Cartum, para reivindicar o retorno ao poder de um governo civil. Em geral, estas manifestações têm sido duramente reprimidas pelas forças de segurança.

A quarta-feira de 17 de novembro foi o dia mais mortal, com a morte de 16 pessoas. A maioria dos óbitos ocorreu em Cartum norte, periferia ligada à capital por uma ponte sobre o Nilo, conforme informação de um sindicato de médicos pró-democracia. Uma das vítimas foi atingida por uma bala e morreu neste sábado.

"Um adolescente de 16 anos foi gravemente ferido a bala na cabeça e na perna em 17 de novembro e se tornou um mártir", declarou o sindicato, em um comunicado.

A polícia afirma que 89 de seus militares ficaram feridos e garante que nunca abriu fogo contra os manifestantes. Estes representam a maioria dos óbitos nos protestos registrados desde 25 de outubro.

Segundo as forças policiais, que tem um balanço bastante diferente, até o momento, houve um morto e 30 feridos, pelo uso de gás lacrimogêneo.

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