Reprovação de Bolsonaro é de 39%; aprovação, 38%, segundo Datafolha

***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 28.08.2022 - Bolsonaro durante debate na TV Bandeirantes. (Foto: Bruno Santos/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 28.08.2022 - Bolsonaro durante debate na TV Bandeirantes. (Foto: Bruno Santos/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Às vésperas da definição da eleição presidencial, a avaliação do governo Jair Bolsonaro (PL) permanece estável de acordo com o Datafolha.

Pesquisa do instituto feita de terça (25) até esta quinta-feira (27) aponta que 39% consideram o governo ruim ou péssimo, ante 38% que o avaliam como ótimo ou bom. É o mesmo placar que tinha sido aferido em levantamento na semana passada.

A parcela dos que classificam a gestão como regular estava em 22% e agora está em 23%. Não soube responder 1%.

A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

A avaliação positiva de Bolsonaro deu um salto desde o primeiro turno da eleição presidencial, ocasião em que ele foi o mais votado em 12 dos 26 estados brasileiros. Numericamente, o índice de 38% de ótimo/bom, aferido nas três últimas semanas, é o mais alto desde o início do mandato, em 2019.

O auge da reprovação ao presidente ocorreu de setembro a dezembro de 2021, com 53% de ruim ou péssimo. O período coincidiu com fase de intensas críticas ao governo na CPI da Covid e de encerramento do pagamento de benefícios sociais da pandemia.

A oposição tem criticado o que chama de uso eleitoral da máquina pública pelo candidato à reeleição. Já durante a campanha no segundo turno, houve a antecipação de pagamento de benefícios a caminhoneiros e o início de empréstimos consignados do Auxílio Brasil.

A avaliação positiva de Bolsonaro, segundo o Datafolha, chega a 46% no Sul e no Centro-Oeste do país e recua para 25% no Nordeste, região que tem votado em peso no PT em várias eleições presidenciais.

Entre os jovens de 16 a 24 anos, o índice de ótimo/bom cai para 31%, e, entre quem tem renda familiar acima de dez salários mínimos, vai a 52%.

No eleitorado evangélico, a taxa pró-Bolsonaro vai a 50%, e entre eleitores de Lula (PT) desaba para 5%.

O Datafolha ouviu nesta rodada 4.580 eleitores em 252 municípios de todo o país. A pesquisa, contratada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, foi registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-04208/2022.