Republicanos bloqueiam texto sobre acesso de minorias ao voto nos EUA

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O líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, classificou o bloqueio republicano como um 'ponto baixo' para o Senado (AFP/MANDEL NGAN)

Senadores republicanos dos Estados Unidos se recusaram nesta quarta-feira (3) a debater um projeto de lei que facilita o acesso das minorias ao voto, um direito ameaçado em vários estados conservadores, de acordo com os democratas.

O texto - que leva o nome do ícone dos direitos civis e parlamentar democrata que morreu em 2020, John Lewis - visa anular as medidas, normalmente muito técnicas, tomadas este ano por pelo menos 19 estados para limitar o acesso às urnas para minorias, especialmente afro-americanos que votam em sua maioria nos democratas, de acordo com o Brennan Center for Justice.

É a terceira vez que este projeto, aprovado em agosto pela Câmara dos Representantes, é bloqueado pelos republicanos no Senado, onde precisa de uma maioria de 60 eleitos para ser aprovado.

"Este é um momento muito, muito triste na história desta instituição. A obstrução de hoje é apenas a última de uma série de pontos de inflexão preocupantes para o Partido Republicano", lamentou o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, após votar.

A exigência de endereço para se registrar para votar, a proibição de dar comida ou bebida a eleitores que fazem fila em frente a locais de votação e o veto ao voto presencial de carro são algumas das disposições das cerca de 30 leis eleitorais restritivas adotadas em todo o país.

Este processo se acelerou nos estados republicanos no contexto das alegações não comprovadas de fraude eleitoral em massa feitas por Donald Trump desde que ele perdeu a presidência nas eleições de novembro de 2020.

Nos Estados Unidos, as leis eleitorais são administradas localmente, e os republicanos consideram que o Congresso está ultrapassando seus poderes para decidir como as eleições serão conduzidas.

Exigir uma identificação com foto para votar é senso comum, eles argumentam.

Apenas a senadora republicana Lisa Murkowski, do Alasca, votou nesta quarta-feira para que o texto fosse debatido. Ela declarou que "todos os americanos merecem a mesma oportunidade de participar de nosso sistema eleitoral".

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