Reserva: Rony Meisler prevê óbito em futuro próximo de empresas que não pensam diversidade

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É difícil acreditar que uma marca que doa cinco pratos de comida a cada peça de roupa vendida nasceu sem um propósito. Mas quando os amigos de infância Rony Meisler e Fernando Sigal fundaram a Reserva, em 2004, o mundo ainda não falava em ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança) e as ações da empresa eram guiadas pelos valores dos seus sócios. 

“O propósito na nossa vida profissional se manifesta através da prática disciplinada e recorrente dos valores que a gente carrega na vida pessoal”, afirma Rony, fundador da Reserva e CEO do Grupo AR&Co. A necessidade de deixar um mundo melhor para as gerações futuras fez com que a Reserva adotasse práticas muitas vezes precursoras ao longo de sua trajetória: a mais recente é a implantação de um QR Code nas peças vendidas que permite ao consumidor rastrear a origem do algodão e de toda a matéria-prima utilizada. 

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“Não é sobre ser 100% sustentável; a gente tem que ser 100% honesto. A gente sempre vai fazer tudo tentando causar o menor impacto possível ao meio-ambiente”, diz Rony.

Aos empreendedores que ainda não têm um propósito definido, o conselho do fundador da Reserva é “fazer o ESG pelo ESG”. Porém, esse tipo de investimento tão importante para a sociedade exige uma ressalva por parte dos empresários. “O investimento socioambiental é também uma forma de lucro porque você está investindo no futuro. Mas isso precisa ser sustentável financeiramente também. Se não for sustentável, na primeira derrapada de curva, vai ser cortado”, explica Rony. 

Marca vende roupas até o tamanho 3G desde 2009

Entre as práticas de ESG da Reserva, está a produção de uma grade de roupas que atende diversos corpos. A marca vende roupas até o tamanho 3G desde 2009 e hoje tem uma grade que varia do 4P ao 4G. “A diversidade é importante, porque assim você tem um ambiente muito mais rico em termos de experiência e de ideias. Eu não consigo acreditar em uma companhia que pense diferente disso e que não venha a óbito em um futuro próximo”, afirma o fundador da grife.

Em 2021, a marca tomou mais uma iniciativa que vai ao encontro da inclusão: o lançamento da Adapt& da Reserva, uma linha de roupas criada em parceria com a marca Equal para o público portador de alguma deficiência (PcD), que corresponde 23,9% da população (IBGE). “A roupa não ser adaptada para a população PcD não é uma questão de inclusão no mérito estético vaidade, da pessoa pode usar a marca. É uma questão de autonomia, porque a pessoa precisa de ajuda para se vestir”, explica Rony.

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