Resgatado pelo Inea em Duque de Caxias, mico-leão-dourado volta a seu habitat

Um mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia) foi resgatado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), por meio do Refúgio de Vida Silvestre Estadual da Serra da Estrela (Revisest), em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O animal foi encontrado ferido, recebeu todos os cuidados médicos e teve alta veterinária.

Depois da liberação, o mico-leão-dourado foi reintroduzido na natureza e voltou a se locomover sozinho. Segundo o Inea, ele deu um show de simpatia nos registros do momento em que foi levado para seu habitat.

A unidade de conservação administrada pelo instituto identificou inicialmente o mico-leão-dourado ferido. Depois, acionou os protocolos para resgate e atendimento de animais ameaçados. Com apoio do Centro de Primatologia do Rio de Janeiro, também comandado pelo órgão, ele passou por triagem e foi atendido no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) da Universidade Estácio de Sá. A equipe do instituto festejou o sucesso da ação, e disse ver com alegria a ocorrência para o patrimônio natural fluminense.

Segundo o vice-governador e secretário estadual de Ambiente e Sustentabilidade, Thiago Pampolha, a ação na região tornou-se ainda mais simbólica para todos por conta da data: a reintrodução do mico-leão-dourado aconteceu exatamente no dia (19 de janeiro), em que o Instituto completou 14 anos de criação.

— Essa coincidência reafirmou o importante papel que o órgão tem na preservação da biodiversidade e desta espécie, que é tão representativa para o Rio de Janeiro — comentou o secretário.

O mico-leão-dourado é um primata endêmico do estado. Ele faz parte do bioma de Mata Atlântica, e geralmente é encontrado em áreas de baixada. São animais diurnos e costumam viver em grupos, alimentando-se de frutos, insetos e alguns pequenos vertebrados.

Atualmente, o animal é classificado como ameaçado de extinção sob a categoria Endangered (EN), e tem na perda de habitat a sua principal ameaça.