Resgate encontra mais quatro corpos sob escombros de ponte na Itália

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Subiu para 42 o número de mortos no desabamento da ponte Morandi, em Gênova (Itália), na última terça-feira (14).

Enquanto a contagem oficial do governo contabilizava nesta sexta-feira (17) 38 mortos, os bombeiros já falavam em pelo menos 41 mortos e 14 feridos.

A diferença entre a conta do governo e a dos bombeiros referia-se aos corpos de um casal italiano e sua filha de nove anos, que foram encontrados dentro do carro, esmagado sob um grande bloco de concreto. De acordo com parentes, a família, do norte da Itália, dirigia-se para pegar uma balsa para a ilha de Elba, onde passaria as férias.

Neste sábado (18), a rádio estatal italiana RAI informou a descoberta do corpo de um homem de 30 anos, sob os escombros -a identidade da vítima não foi revelada. As equipes de resgate acreditam que esta seja a última vítima do acidente.

Logo após esse informe, o presidente da Itália, Sergio Mattarella, voltou a cobrar garantias de que todas as estradas do país estejam seguras. Ele se pronunciou depois participar de missa fúnebre que reuniu familiares e amigos de 19 mortos, num "momento de tristeza compartilhada de dor por toda a Itália unida neste estado de espírito".

Além do presidente e do primeiro-ministro Giuseppe Conte, assistiram à missa jogadores e dirigentes das duas maiores equipes de futebol da cidade, Gênova e Sampdoria. Os jogos dos dois times neste final de semana foram adiados, em respeito aos mortos.

INVESTIGAÇÃO

O governo da Itália iniciou nesta sexta (17) os procedimentos para revogar a concessão de operação da Autostrade per l'Italia, empresa responsável pela manutenção da estrada onde ficava a ponte Morandi.

O acidente é alvo de inquéritos da polícia, da Justiça e do Executivo federal. Os promotores dizem que estão concentrando suas investigações em possíveis falhas de projeto ou manutenção inadequada da ponte da rodovia, que foi concluída em 1967.

"Eu também já viajei por essa ponte muitas vezes, mesmo recentemente", disse Mattarella, exigindo que as autoridades se comprometam a cumprir seu "dever de garantir a segurança de nossas estradas".