Residentes do HC de SP que atuam contra a Covid-19 relatam casos em que ficaram sem vacinas

MÔNICA BERGAMO
·2 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Médicos residentes do Hospital das Clínicas de São Paulo, ligado à Faculdade de Medicina da USP, queixam-se do processo de vacinação adotado pela instituição em relação a eles. Segundo a associação representativa da categoria, há relatos de residentes na linha de frente no combate à Covid-19 que tiveram a sua imunização vetada por terem menos de 30 anos de idade. A Amerusp (Associação dos Médicos Residentes da Faculdade de Medicina da USP) ainda diz ter recebido relatos de que residentes do HC que não puderam ser vacinados por estarem afastados por doença ou férias “não teriam as suas vacinas garantidas”. “Além disso, tivemos informação de que outros funcionários que também atuam na linha de frente e garantem o funcionamento do HC não foram e não serão vacinados, como as funcionárias ou funcionários da limpeza hospitalar, função essa essencial para manter a ordem”, segue a entidade em carta aberta. O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP diz que irá verificar se houve inadequações nos procedimentos de vacinação. A instituição, que contabiliza 40 mil colaboradores, diz que foram vacinados “cerca de 24 mil profissionais diretos com cadastro ativo de trabalho, o que corresponde a 60% do seu corpo de colaboradores, e os demais profissionais deverão ser contemplados tão logo sejam disponibilizadas mais doses de vacina”. “O HC fez uma megaoperação com um planejamento que inicialmente levava em conta a disponibilidade de um maior quantitativo de vacinas para São Paulo, sendo, inclusive, o primeiro hospital do país a iniciar a imunização dos seus profissionais. Quando surgiram impasses na importação de insumos e vacinas e os critérios ficaram mais restritos, o HC já estava em pleno processo de vacinação em seu complexo”, afirma a instituição." "Para o mutirão de vacinação que aconteceu esta semana no hospital, foram priorizados os profissionais diretos com cadastro de trabalho ativo e com maior potencial de exposição à doença, conforme preconizam as diretrizes do Programa Nacional de Imunização e a exemplo das campanhas anuais de vacinação contra influenza", afirma o Hospital das Clínicas de São Paulo.