Respeito, honra e desafio: o que pensam os rivais que enfrentarão o Brasil?

O troféu da Copa do Mundo será disputado na Rússia entre junho e julho de 2018 (AP)

Por Thiago Arantes

O sorteio dos grupos da Copa do Mundo colocou Suíça, Costa Rica e Sérvia no caminho da seleção brasileira que tentará o hexacampeonato na Rússia. Tite considerou a chave equilibrada, disse que nenhum dos rivais é fácil, e afirmou que o foco é melhorar o desempenho do time.

Você já viu o app do Yahoo Esportes? Baixe agora!
Download para iOS
Download para Android
Download para Windows

Mas o que pensam os rivais da seleção brasileira? Qual a avaliação que eles têm do grupo – e do confronto com a equipe mais vencedora da história das Copas?

“É sempre bom ter um rival desafiador no grupo, e o Brasil com certeza é um adversário assim. Os outros dois, Suíça e Costa Rica, são equipes contras as quais podemos jogar de igual para igual, e estou confiante na classificação. Isso, claro, se jogarmos em nosso melhor nível”, afirmou Savo Milosevic, presidente da Federação Sérvia de Futebol.

Os sérvios serão os últimos adversários do Brasil na fase de grupos – as duas seleções se enfrentam no dia 27 de junho, no Estádio do Spartak, em Moscou.

Antes do duelo com os sérvios, a seleção brasileira estreia contra a Suíça, no segundo confronto entre as duas equipes em Mundiais. A primeira foi na Copa de 1950, com um empate por 2 a 2 no Pacaembu.

“Na Suíça o sorteio agradou. É um grupo que dá aos suíços a honra de enfrentar o Brasil em uma Copa do Mundo, e depois de disputar a classificação contra a Sérvia”, avalia o jornalista Alain Valnegri, comentarista da BeinSports.

“Não tem time fraco na Copa do Mundo e todos têm seus méritos. O Brasil é um dos favoritos, não só para ganhar o grupo, mas também para conquistar o título”, disse o técnico Vladimir Petkovic, na sexta-feira, em Moscou, após o sorteio.

O comandante da seleção suíça fez questão de dizer, entretanto, que os outros rivais também são complicados. “O Brasil não é o único adversário do grupo, os outros também são difíceis. Temos que estar preparados para a Costa Rica, que é um rival muito traiçoeiro. E a Sérvia, que sempre tem bons jogadores individualmente, desta vez formou um conjunto muito bom”, concluiu.

Técnico entende que fazer imposições não é o melhor caminho (AP)

Para a Costa Rica, o encontro com o Brasil remete ao passado. O técnico Oscar Ramírez estava no time que disputou a primeira Copa do país, há quase três décadas. “É um sorteio que me faz lembrar o da Copa de 1990, com o Brasil de cabeça-de-chave e dois times europeus. Agora temos que buscar informações mais claras de cada um dos rivais, e tentar passar de fase”.

“Nós sabemos que o Brasil é forte, mas queremos surpreender outra vez”, afirmou o treinador. Em 2014, o time centro-americano chegou às quartas de final, ganhando o “grupo da morte” contra Itália, Uruguai e Inglaterra.

O treinador já tem até a receita para o duelo – o terceiro contra o Brasil em Mundiais: “Em 1990, jogamos atrás e perdemos por 1 a 0 sem chutar a gol; em 2002, fomos tentar jogar de igual para igual e levamos 5 a 2. Agora, tentamos encontrar o meio-termo”.

Historicamente, o Brasil leva vantagem no confronto com os três rivais da primeira fase. São 10 partidas contra a Costa Rica, com 9 vitórias e apenas uma derrota, nos Jogos Pan-Americanos de 1960.

Diante da Sérvia – que herdou as estatísticas da Iugoslávia – são 10 vitórias, 7 empates e 2 derrotas. Apenas um dos jogos foi disputado com o país pós-independência: vitória por 1 a 0, em 2014, num amistoso prévio à Copa do Mundo, em São Paulo.

Contra a Suíça, a vantagem nos duelos é bem menor: em 8 confrontos, são 3 vitórias, 3 empates e 2 derrotas, a últimas delas em um amistoso em agosto de 2013, sob o comando de Luiz Felipe Scolari.