Responsável por ataque a sinagoga nos EUA recebe pena de prisão perpétua

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(Arquivo) Flores e homenagens são deixadas no local do funeral de Lori Gilbert Kaye, que foi morta dentro da sinagoga Chabad de Poway por um atirador que abriu fogo durante os serviços religiosos em 29 de abril de 2019 (AFP/MARIO TAMA)

O jovem que abriu fogo contra uma sinagoga na Califórnia em 2019 foi condenado nesta quinta-feira (30) à prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional.

John Earnest, de 22 anos, se declarou culpado em julho pelos disparos na sinagoga Chabad de Poway, perto de San Diego, Califórnia, em 27 de abril de 2019, último dia da Páscoa judaica.

Lori Gilbert Kaye (60) foi morta no tiroteio e o rabino Yisroel Goldstein (57), Almog Peretz (34) e sua sobrinha Noya Dahan (8) ficaram feridos.

O atentado aconteceu seis meses depois que um supremacista branco matou 11 pessoas em um ataque a uma sinagoga em Pittsburgh, Pensilvânia, o pior contra um local de culto judaico na história americana.

Earnest foi detido após o tiroteio, pelo qual assumiu responsabilidade, assim como por um incêndio que não deixou vítimas no Centro Islâmico da cidade de Escondido, também próxima a San Diego.

"Cheguei abrindo fogo contra uma sinagoga. Eu estava tentando defender minha nação dos judeus", disse ele, de acordo com documentos apresentados no tribunal.

A Justiça Federal o indiciou em maio de 2019 por homicídio e mais de 100 acusações de crimes de ódio.

Na época, ele se declarou inocente, mas este ano modificou sua versão no tribunal e admitiu a culpa pelos dois ataques, pelos quais enfrentava a pena de morte, em vigor na Califórnia, embora o governador do estado tenha suspendido as execuções.

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