De restaurante a instituto de beleza em Ipanema, conheça os endereços das buscas da Operação Calígula

Entre os 119 mandados de busca e apreensão expedidos na Operação Calígula, que mira o contraventor Rogério de Andrade, o PM reformado Ronnie Lessa — réu pela morte da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes — e outras 27 pessoas, estão dezenas de endereços que estariam ligados ao bicheiro e seu filho, Gustavo de Andrade. Entre eles, restaurantes em Madureira, na Zona Norte do Rio, uma loja de materiais náuticos e um comércio de empreendimentos imobiliários na Barra, Zona Oeste, e até um instituto de beleza em Ipanema, na Zona Sul.

Só relacionados ao bicheiro, segundo a denúncia do Ministério Público do Rio (MPRJ), estão oito endereços, incluindo imóveis em diferentes bairros do Rio, como Barra da Tijuca e São Conrado, na Zona Oeste, e Copacabana, na Zona Sul, além de uma casa num condomínio de luxo em Angra dos Reis, na Costa Verde Fluminense, e em outra casa na Região Serrana, em Petrópolis.

Outros denunciados na operação do MPRJ também tiveram endereços visitados, como uma empresa de serviços de segurança do policial militar Márcio Araújo de Souza, que teria a responsabilidade de chefiar a segurança da organização criminosa. Uma lotérica em Santa Catarina também consta na lista dos alvos de busca e apreensão, assim como uma ótica e uma distribuidora em Campo Grande, na Zona Oeste da cidade. Outras residências também foram alvo de buscas.

No esquema estariam envolvidos o delegado Marcos Cipriano de Oliveira Mello, levado para a Corregedoria da Polícia Civil, e a delegada Adriana Cardoso Belém, que por anos foi titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), presa na tarde desta terça-feira. Na casa da policial, atualmente assessora da Secretaria Municipal de Esportes do Rio, os investigadores encontraram quase R$ 2 milhões em espécie armazenados em sacolas de lojas famosas de roupas e em uma mala no closet. Além do dinheiro apreendido, foram recolhidos oito aparelhos de celular, um notebook, um HD e um pen drive.

Os agentes também encontraram, em outros endereços visados pela Operação Calígula, R$ 48.251,20, 2.200 dólares, 4.420 pesos argentinos, 70 pesos uruguaios, todos em espécie, além de R$ 3.800 em cheque, diversos documentos, pendrive, chips, noteiros, máquinas de cartão, 107 máquinas de caça-níquel, cópias de processos e componentes eletrônicos. Foram denunciadas 29 pessoas pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

De acordo com as denúncias oferecidas pelo MPRJ, Rogério e o filho, Gustavo Andrade, comandam uma estrutura criminosa organizada, voltada à exploração de jogos de azar não apenas no Rio de Janeiro, mas em diversos outros estados. De acordo com as investigações, Andrade e Lessa abriram casas de apostas e bingos na Zona Oeste do Rio pelo menos desde 2018.

Os mandados requeridos pelo MPRJ foram expedidos pela Vara Especializada. Segundo os promotores, a organização estabeleceu acertos de corrupção com agentes públicos integrantes de diversas esferas do estado, principalmente ligados à Segurança Pública, como agentes da Polícia Civil e da Polícia Militar do Estado do Rio.

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