Restaurantes escondem verdadeiros oásis com menu diferenciado em meio à natureza

Priscilla Aguiar Litwak
Kitchen Café. Dentro da PUC Rio, casa tem uma palmeira-imperial centenária

RIO - Como uma boa metrópole, o Rio reúne todos os ingredientes para uma vida estressante, como grandes edifícios e trânsito saturado. A cidade, porém, conhecida mundialmente como maravilhosa, é cercada por verde e esconde verdadeiros oásis. Alguns deles estão integrados a restaurantes que proporcionam aos clientes momentos agradáveis em meio à natureza, além de um cardápio em total sintonia com o meio ambiente.

Localizado em Santa Teresa, a poucos quilômetros do Centro, o Aprazível tem mais de 20 anos e é um desses refrigérios em meio à cidade. A casa de muitos ambientes — de variados estilos — se destaca pela vista para a Baía de Guanabara e para o Centro. O entardecer poético, as árvores frondosas e os ambientes aconchegantes fazem da visita ao Aprazível uma experiência sensorial.

A chef mineira Ana Castilho recria suas origens na cozinha e na decoração. À mesa, uma culinária que utiliza elementos tropicais — muitos alimentos orgânicos de plantio sustentável e matérias-primas de diferentes partes do país —, fundindo cozinha brasileira e internacional. Quem aprecia o contato com a natureza exuberante, experiências gastronômicas, novas sensações no paladar e informalidade vai se sentir em casa.

Com mesas dispostas em meio às arvores, o restaurante Coltivi mantém vivo um pedacinho da floresta em Botafogo. Um dos destaques do local fica por conta do jardim de Pancs (plantas alimentícias não convencionais) instalado nos fundos da casa, um quintal todo arborizado e cheio de charme, um dos lugares mais disputados pelos clientes. Com nome que vem do italiano cultivar, o Coltivi apresenta já na fachada um de seus objetivos: semear parte dos produtos usados em sua cozinha, como o mel jatai, resultado do cultivo de dois tipos de abelha, ambas sem ferrão. E é no jardim de Pancs que o chef Meguru Baba se inspira para criar receitas que têm nas plantas comestíveis o diferencial.

— A ideia sempre foi ser um projeto sustentável, orgânico, em que pudéssemos usufruir o próprio ambiente. No cardápio, conseguimos usar a criatividade e sair da mesmice. Esta semana fiz uma pizza de taioba que teve um resultado bem interessante. Também usamos raízes da Amazônia em essências em drinques e em sobremesas. A natureza está presente em cada detalhe — diz.

Situado na área verde da Pontifícia Universidade Católica (PUC), na Gávea, o recém-inaugurado Kitchen Café também destaca o uso de produtos frescos e a produção artesanal dos pratos do seu cardápio. Com capacidade para 112 pessoas, a antiga casa, patrimônio da PUC-Rio, passou por um processo de revitalização nas mãos da designer de interiores Cris Dornelles. A ideia, segundo ela, foi preservar tudo o que era possível da casa antiga.

Coordenador de alguns cursos na PUC, o professor e designer Marcos Francisco frequenta diariamente o Kitchen Café e ressalta que mesmo quando está de folga vai ao restaurante para relaxar:

— Tem uma palmeira-imperial centenária dentro dele, e ainda fica em frente a uma igreja, o que deixa o clima mais aconchegante. É de uma tranquilidade e segurança que eu me sinto como se estivesse em Itaipava. É uma experiência, para se passar o dia inteiro.

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