Restaurantes de Nova York podem reabrir com interação zero com clientes

Funcionário do restaurante Cipriano aguarda clientes em Nova York

NOVA YORK - Quando os restaurantes da cidade de Nova York finalmente reabrirem, os clientes perceberão muitas mudanças devido à pandemia de coronavírus. Os frequentadores podem esperar terem que usar máscaras faciais, divisórias entre as mesas e outras alterações para garantir que a experiência de comer seja a mais segura possível.

O Brooklyn Chop House, no Distrito Financeiro, vai embrulhar talheres em filme plástico. Ao entrarem no salão, os clientes passão por um scanner térmico ultravioleta.

 — O ultravioleta mata qualquer coisa que esteja na sua roupa — diz o proprietário Stratis Morfogen.

A máquina mede a temperatura do hóspede e o restaurante planeja rejeitar a entrada para quem estiver com 37,6°C ou superior.

Morfogen também está construindo um segundo restaurante que será completamente livre de contato com a equipe. Os clientes da Brooklyn Dumpling Shop, em East Village, por exemplo, encomendam por telefone e pegam sua comida em uma espécie de estante.

— Zero interação humana — diz Morfogen.

Antes da pandemia, havia mais de 25.000 estabelecimentos de alimentação e bebidas em Nova York, empregando mais de 300.000 pessoas, disse Andrew Rigie, diretor executivo da Aliança de Hospitalidade da Cidade .

Rigie e o presidente do Conselho da Cidade de Nova York, Corey Johnson, estão tentando reimaginar como usar o espaço ao ar livre para restaurantes, porque a capacidade interna será bastante reduzida para manter o distanciamento social.

— Poderíamos estender até parte das ruas — disse Rigie — Em outras áreas, podemos fechar ruas inteiras. Também precisamos olhar para as praças, onde os restaurantes podem servir comida para os clientes ou os clientes podem pegar sua comida, trazê-la para essas cadeiras e sentar-se — completou.