Resultados no futebol influenciam projetos eleitorais nos estados para 2022

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Rebaixados para a Série B do Campeonato Brasileiro, Grêmio e Bahia deixaram seus dirigentes em situações incômodas, e não apenas no âmbito esportivo. O gaúcho Romildo Bolzan e o baiano Guilherme Bellintani, que apostavam na gestão do futebol como vitrine para disputar eleições a governos estaduais em 2022, agora correm contra o tempo para reverter o placar negativo.

Em Minas Gerais, por outro lado, o ano vitorioso do Atlético-MG no gramado serviu de palanque para opositores do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), ex-presidente do clube. Outros clubes que embalaram boas sequências em 2021 já se convertem em ativo eleitoral em estados como Goiás e Ceará.

Bolzan e Bellintani buscavam repetir o feito de Kalil, eleito na capital mineira em 2016 na esteira da popularidade como dirigente de futebol. Bolzan, ex-prefeito de Osório (RS), conduziu o Grêmio nos últimos anos a títulos nacionais e internacionais numa gestão tida como financeiramente equilibrada. O currículo o levou a ser apontado desde o início do ano pelo PDT como pré-candidato ao governo.

Bellintani, que também conversava com o PDT, é um dos nomes sondados para o posto de vice-governador na chapa de ACM Neto (DEM) ao Executivo baiano. Neto e Bellintani chegaram a se afastar após o presidente do Bahia ser convidado pelo PT no ano passado, em um bom momento do clube. Em outubro, sinalizaram uma reaproximação pública, semanas antes de o rebaixamento do Bahia ser consumado, quebrando uma série de êxitos recentes. O insucesso travou o movimento político de Bellintani, hoje cobrado a recolocar o clube na Série A antes de concluir a gestão.

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