Retenção de cereais na Ucrânia é "crime de guerra", diz chefe da diplomacia da UE

O Ocidente exige a Moscovo o desbloqueio dos portos ucranianos. A retenção de cereais no Mar Negro está a impedir o abastecimento dos mercados mundiais com as regiões mais vulneráveis na linha da frente do risco de fome.

À entrada de uma reunião de ministros europeus dos Negócios Estrangeiros, esta manhã, no Luxemburgo, o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell afirmou que a estratégia russa é criminosa e, caso persista, deverá levar à responsabilização de Moscovo.

"Estou certo de que as Nações Unidas vão chegar a um acordo no final. É inconcebível, não se pode imaginar que milhões de toneladas de trigo permaneçam bloqueadas na Ucrânia enquanto no resto do mundo as pessoas sofrem de fome. Este é um verdadeiro crime de guerra. Por isso, não posso crer que isto dure muito mais tempo", disse Borrell.

A União Europeia tem apoiado os esforços das Nações Unidas para mediar um acordo entre a Ucrânia e a Rússia, com a ajuda da Turquia. Mas, até ao momento, não conseguiu demover Moscovo.

Sem caminhos-de-ferro adaptados à exportação, a via marítima é a única opção disponível para a saída de cereais da Ucrânia.

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