Retidos por causa do coronavírus, cerca de 200 turistas brasileiros voltarão do Marrocos no próximo domingo

Eliane Oliveira
Ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio

BRASÍLIA - Após anunciar um acordo com a Gol e a Latam para a repatriação de mais de 400 turistas que estão no Peru, impedidos de embarcar de volta para o Brasil, o governo informou, nesta quinta-feira, que os 203 brasileiros que estão retidos no Marrocos deverão retornar ao país até o próximo domingo. São pessoas que não conseguem retornar para o Brasil, devido ao fechamento de fronteiras motivado pela pandemia de coronavírus.

Estima-se que a doença já atinja 166 países. No caso do Marrocos, o retorno dos turistas brasileiros ocorrerá pela Latam, com voo financiado pela Rede Record.

— Neste momento de incertezas, nosso compromisso é trazer de volta ao nosso país os milhares de brasileiros que estão em outros países, muitos a turismo, e que nesse momento precisam do apoio do governo federal. Tenho convicção de que seremos bem sucedidos nesta valorosa missão — disse o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

No Itamaraty, foi criado um grupo especial de crise para tratar especificamente dessa questão. Segundo o órgão, no momento os esforços estão concentrados em gestões diplomáticas com autoridades nos diversos países, para a abertura excepcional de espaços aéreos, e em entendimentos com companhias aéreas, para a realização de voos destinados a repatriar os brasileiros.

"A atuação das embaixadas e consulados do Brasil, que, desde o início da pandemia, mantêm contato direto com os turistas brasileiros, já permitiu mapear as dificuldades enfrentadas por nossos cidadãos retornar ao Brasil", destacou o órgão em uma nota divulgada nesta tarde.

Mais cedo, o Itamaraty informou que os primeiros voos para a repatriação de turistas brasileiros que se encontram no Peru sairão de Lima neste sábado, sendo um da Gol e outro da Latam. No entanto, há casos de pessoas que estavam em outras companhias e que agora não sabem se conseguirão voltar.

William Botassin, sou assistente fiscal de Campinas (SP), encontra-se nessa situação. Ele viajou há seis dias para Cusco em um avião da Avianca.

— A embaixada não me responde por WhatsApp, único meio de comunicação que tenho com eles. A única atualização que tenho é que o governo brasileiro fechou acordo com a Latam e Gol, para buscar os brasileiros em Lima — disse Botassin.

Há casos de brasileiros com o mesmo problema em diversos países. Equador, Vietnã, Portugal são alguns exemplos.