Retorno do público marca edição de Roland Garros deste ano

·4 minuto de leitura

Quando o relógio se aproximava da meia-noite do dia 13 de fevereiro, o público precisou deixar a arena Rod Laver durante a partida entre Novak Djokovic e Taylor Fritz. A cidade de Melbourne entrou em um repentino lockdown, e os espectadores do Australian Open foram mandados para casa após o surgimento de 13 novos casos de Covid-19. Segundo Grand Slam do ano, o Aberto da França começa neste domingo recebendo torcedores e esperando não vivenciar os problemas do torneio australiano.

Recém saída do estado de emergência, a França recebe o Roland Garros impulsionada pela presença de mais espectadores, apesar das restrições ainda vigentes. Após uma edição fria em 2020 — que precisou ser adiada para setembro devido à pandemia —, o tradicional Grand Slam de tênis receberá cerca de 13 mil pessoas por dia a partir da segunda semana.

— O público é fundamental e faz toda a diferença para o torneio ficar especial para a gente — afirma o brasileiro Bruno Soares, semifinalista em Roland Garros com as duplas e que jogará este ano ao lado do parceiro Jamie Murray. — Queremos incentivar as pessoas a vacinarem para que a gente sinta de novo aquele ambiente que é um evento de tênis por completo.

Em meio ao relaxamento gradual das medidas de proteção contra o coronavírus, o torneio inicialmente agendado para 23 de maio a 6 de junho, foi adiado por uma semana para permitir a presença de um público maior. E para manter todos em segurança, a organização do evento decidiu dividir o complexo de Roland Garros em seis áreas separadas e isoladas umas das outras. Cada uma dessas áreas receberá terá 35% da sua capacidade total, com um máximo de mil espectadores na primeira semana.

A partir de 9 de junho, a Quadra Philippe Chatrier receberá 5 mil espectadores, mas apenas os que apresentarem teste negativo para Covid-19 poderão entrar. O número de torcedores no complexo subirá para 13.146, e cada área de segurança terá até 65% de sua capacidade preenchida.

— A gente já vem se acostumado a jogar sem público desde o ano passado, mas cada vez que temos um pouco de plateia faz muita diferença, a energia é outra. A torcida sendo contra ou favor, é um ambiente diferente que vem fazendo muita falta — afirma Luisa Stefani, brasileira que faz dupla com a americana Hayley Carter.

Como há um toque de recolher em Paris às 21h até o dia 8 de junho, nove das 10 sessões noturnas serão jogadas sem público. No dia 9, quando a França passará à fase 3 de abrandamento de restrições, o toque de recolher será apenas às 23h. Dessa forma, o torneio receberá até 5 mil espectadores para uma sessão noturna durante as quartas de final masculinas. Será a primeira sessão noturna com público na história do evento.

Disputado entre 24 e 28 de maio sem espectadores, o qualifying teve a presença dos brasileiros João Menezes e Felipe Meligeni, que não conseguiram avançar para a chave principal da competição.

Quem pode parar Nadal?

Outra edição do Roland Garros se iniciar e a mesma pergunta permanece: quem poderá parar Rafael Nadal? O espanhol 13 vezes campeão no saibro francês desta vez é apenas o terceiro cabeça-de-chave, e ainda assim mantém o favoritismo. Prestes a completar 35 anos, Nadal atingiria o recorde de 21 Grand Slams conquistados caso vença em Paris.

O espanhol está no mesmo lado da chave que seus grandes rivais do Big 3, o número um do mundo Novak Djokovic e Roger Federer, que retorna à Roland Garros após faltar a edição passada.

Apesar de ocupar o segundo lugar no ranking ATP, à frente de Nadal, o russo Daniil Medvedev nunca venceu uma partida no saibro parisiense, e já se contentará com uma vitória na primeira rodada. O austríaco Dominic Thiem, cabeça-de-chave número 4, caiu duas vezes para o espanhol na final do Aberto da França. Ele é o favorito para se classificar em seu lado na chave, embora sua irregularidade coloque isso em dúvida.

Adversários muito mais prováveis para Nadal são o alemão Zverev e o grego Stefanos Tsitsipas. Bom jogador em todos os pisos, Tsitsipas chega à Paris com os títulos nos saibros de Monte Carlo e Lyon, enquanto Zverev venceu Nadal e Thiem em seu caminho para a conquista do título em Madrid.

O representante brasileiro na chave principal é o cearense Thiago Monteiro, que enfrenta o canadense 18 do mundo Milos Raonic.

Ao contrário do masculino em que o domínio de Nadal é avassalador, a chave feminina é sempre muito aberta. As últimas 13 edições de Roland Garros, tiveram onze vencedoras diferentes, mas vale ficar de olho na jovem polonesa Iga Swiatek, campeã no ano passado.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos