Retrospectiva 2021: conheça as principais notícias de junho

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Parte do mês de junho foi marcada por uma caçada ao foragido Lázaro Barbosa, que durou 20 dias. No dia 10, o criminoso assassinou quatro pessoas da mesma família em uma chácara no Distrito Federal. Uma quinta vítima teria sido feita refém em Goiás. Ele ainda baleou três pessoas no município de Cocalzinho de Goiás, onde se concentraram as buscas. Quase 300 policiais participaram das ações.

Serial killer Lázaro Barbosa
Serial killer Lázaro Barbosa
Serial killer Lázaro Barbosa - Divulgação Polícia Civil

No dia 28, o fugitivo foi baleado durante uma troca de tiros com agentes que tentavam capturá-lo em Águas Lindas (GO).

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Covid-19 e CPI da Pandemia

No dia 16, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou os estados do Rio Grande do Norte, de Mato Grosso, Rondônia, do Pará, Amapá, da Paraíba e de Goiás a fazerem a importação emergencial da vacina russa Sputnik V.

Em 26 de junho, foi confirmado o primeiro caso da variante Delta no Brasil, uma mulher grávida, de 42 anos. Ela tinha vindo do Japão para Apuracana, no Paraná, e morreu em 18 de abril.

No exterior, Nova York suspendeu as últimas restrições contra a covid-19 depois que 70% da população já estava vacinada.

O imunizante indiano Covaxin contra a covid-19 esteve nos holofotes em junho. Logo no início do mês, no dia 4, a vacina teve a sua importação autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A Anvisa não autorizou o uso emergencial da vacina, apenas a utilização de quantitativos específicos sob condições controladas. Em oportunidade anterior, a agência já havia negado o mesmo pedido.

Porém, a importação tomou novos rumos com a denúncia, no dia 25, do servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, que, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, no dia 25, disse ter sofrido uma “pressão incomum” para finalizar os trâmites da compra. A denúncia foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 28 e teve como relatora a ministra Rosa Weber.

Diante disso, no dia 29, o governo suspendeu a compra do imunizante. Segundo o Ministério da Saúde, a orientação foi da Controladoria-Geral da União (CGU) e nenhum recurso foi gasto com a compra. No dia 30, a Anvisa suspendeu o prazo de avaliação do uso emergencial da Covaxin.

No dia 30, foi a vez de o empresário Carlos Wizard prestar depoimento à CPI. Porém, amparado por um habeas corpus do Supremo, o depoente se manteve calado.

Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPIPANDEMIA) realiza oitiva do empresário apontado como integrante do “gabinete paralelo” de aconselhamento ao presidente da República no enfrentamento à pandemia. O objetivo é esclarecer sobre esse
Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPIPANDEMIA) realiza oitiva do empresário apontado como integrante do “gabinete paralelo” de aconselhamento ao presidente da República no enfrentamento à pandemia. O objetivo é esclarecer sobre esse
Reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia - Pedro França/Agência Senado

Política

No dia 13, eleitores de Sidrolândia (MS), Nova Pata do Iguaçu (PR), Petrolândia (SC), Campestre (MG) e Espera Feliz (MG) foram às urnas para escolher novos prefeitos, já que os eleitos em 2020 tiveram o registro de candidatura indeferido pela Justiça Eleitoral.

Na Câmara, derrotas para os deputados Flordelis (PSD-RJ) e Daniel Silveira (PSL-RJ). A primeira teve a cassação recomendada pelo relator de seu processo no Conselho de Ética da Casa. Já Silveira, até então em prisão domiciliar pela prática de agressões verbais e ameaça aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), foi novamente conduzido ao regime fechado por decisão do ministro da Corte Alexandre de Moraes. A decisão foi motivada pelo não pagamento da fiança estipulada em R$ 100 mil e por violações na tornozeleira eletrônica.

Flordelis/Daniel Silveira
Flordelis/Daniel Silveira
Flordelis/Daniel Silveira - Agência Brasil/Câmara dos Deputados

No dia 21, a Câmara aprovou, em sessão extraordinária, o texto-base da medida provisória que prevê a privatização da Eletrobras. O relator justificou a aprovação da medida em virtude da perda da capacidade de investimentos da empresa. A matéria, seguiu, então, para sanção presidencial.

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