‘Retrospectiva 2022’, com Sandra Annenberg, tem como cenário o Museu Nacional: 'Momento de reconstrução do país tanto quanto do museu'

Na próxima sexta-feira, Sandra Annenberg ajudará os brasileiros a passar 2022 a limpo depois da novela “Travessia”. A jornalista será a apresentadora da tradicional “Retrospectiva” da TV Globo que, desta vez, foi gravada nos jardins do Museu Nacional, no Rio. O cenário escolhido tem um significado além da beleza e importância cultural do lugar.

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—Estamos num momento de reconstrução do país tanto quanto o museu. Eu não o conhecia, uma falha na minha cultura — confessa a jornalista, sobre o lugar que abrigava importante acervo transformado em cinzas, em sua quarta retrospectiva, mas sozinha pela primeira vez na apresentação, já que Gloria Maria está em licença médica. —Lembro-me bem daquela noite de 2 de setembro de 2018, quando começou o grande incêndio. No dia seguinte, eu noticiei a catástrofe da destruição, que tristeza! Agora o prédio está sendo reconstruído, a linda fachada e os belíssimos jardins já foram inaugurados e ainda há um longo trabalho pela frente para refazer a parte interna.

Durante pouco mais de uma hora e meia, Sandra conduzirá a memória do público pelos acontecimentos dos últimos 12 meses na política, na cultura, no esporte e no noticiário internacional. O resumo é resultado de um trabalho árduo da equipe do “Globo repórter”.

—Fazer a “Retrospectiva” leva muito tempo, praticamente um ano inteiro — diz a jornalista. — Como o programa tem limite de duração, sempre há cortes a fazer e sempre alguém vai sentir que algo ficou de fora. É impossível cobrir absolutamente tudo. Mas, certamente, o que aconteceu de mais importante estará lá.

Não vão faltar, claro, os destaques do noticiário político, que teve uma das eleições mais disputadas da História nacional, assim como a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, que mergulhou a Europa e todo o mundo numa incerteza política, econômica e social.

Grandes nomes da cultura brasileira que partiram, como Elza Soares, Gal Costa, Jô Soares e Erasmo Carlos, serão lembrados, assim como as perdas brutais do indigenista brasileiro Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, assassinados na Amazônia.

—O ano foi bastante intenso. Claro que todos têm acontecimentos muito importantes, mas este teve muitos mais — avalia Sandra, antes de elencar marcos a partir de seu ponto de vista jornalístico. — Eu destacaria dois momentos: a alegria de estar na festa da democracia, as eleições, que foram feitas com respeito à Constituição, e o sofrimento com a eliminação na Copa do Mundo do Catar. Ficamos tristes, mas, pelo menos, o Brasil se uniu novamente para torcer pela Seleção.

Depois da exibição na TV aberta, o Globoplay coloca no catálogo uma versão exclusiva da “Retrospectiva”. Serão três episódios temáticos: um sobre guerras e conflitos pelo mundo, outro sobre política nacional e um terceiro que aborda como o planeta vêm lidando com a diversidade. Todos terão depoimentos de repórteres que trabalharam em coberturas importantes desses temas durante o ano, como Sônia Bridi, Rodrigo Carvalho e Estevan Muniz.