Reunião ministerial: Rui Costa diz que não haverá ‘bronca nem puxão de orelha’

Rui Costa negou que primeiro reunião ministerial terá 'bronca' de Lula a primeiro escalão do governo - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Rui Costa negou que primeiro reunião ministerial terá 'bronca' de Lula a primeiro escalão do governo - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Rui Costa, ministro da Casa Civil, afirmou nesta quinta-feira (5) que a primeira reunião ministerial do governo, marcada para esta sexta-feira (6), não haverá tom de “bronca” nem “puxão de orelha”.

De acordo com o ministro, na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai detalhar como quer que o primeiro escalão funcione.

“Não é um freio de arrumação, nem é bronca nem é puxão de orelha. É a primeira reunião. […] Ele [Lula] vai apresentar qual a expectativa dele, como ele quer que funcione, os fluxos, as prioridades, vai reforçar o entendimento do trabalho coletivo, do trabalho em equipe”, disse o ministro em entrevista à CNN Brasil.

Nesta quinta-feira (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou as redes sociais para dizer que a reunião “só tem horário para começar”.

O presidente termina a primeira semana de governo com a reunião de sua equipe de ministros e ministras, nesta sexta-feira, e terá entre as finalidades unificar o discurso da nova gestão e alinhar os anúncios ao Palácio do Planalto.

Com a presença dos 37 ministros, o encontro ocorrerá em meio a um desentendimento envolvendo o recém-escalado primeiro escalão do novo governo.

Durante a entrevista, o ministro da Casa Civil também defendeu a necessidade de uma reforma tributária.

Ao tomar posse na última quarta-feira (4), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento e da Indústria, Geraldo Alckmin (PSB), disse que a reforma é “fundamental” no atual contexto econômico do país.

“Esse ano, nós queremos fazer um debate grande sobre reforma tributária, sobre um novo patamar fiscal para que a gente consiga aprovar no Congresso Nacional e fazer mais justiça fiscal, justiça tributária. No Brasil, se faz Robin Hood ao contrário, ou seja, você tira da população mais pobre e muito menos de quem é mais rico”, pregou Rui Costa.