Alas do governo temem vazamento de trecho da reunião sobre a China

Guedes quer menos ideologia nas questões sobre a China (Foto: Reuters)

A divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril ainda não acalmou a ala militar e a equipe econômica do governo. 

O temor é que o trecho não exibido sobre a China, maior parceiro comercial do Brasil, vaze e possa azedar de vez a relação entre os dois países.

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Segundo relatos feitos à Folha de S.Paulo, no trecho, há referências pejorativas ao Partido Comunista Chinês, de Xi Jinping. Há uma também uma citação a uma “conspiração do serviço secreto do país asiático em crises na América”.

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Na sexta, o mercado teve reação boa após divulgação da reunião. Com novas revelações, o dólar pode subir ainda mais e a Bolsa daqui, despencar. 

Para evitar isso, a cúpula militar quer que o Itamaraty se antecipe e entre em contato com Pequim nesta semana, reafirmando a parceria comercial dos dois países.

Segundo relatos feitos à Folha, Paulo Guedes pediu a Bolsonaro que oriente a equipe ministerial a evitar novas críticas à China.

O ministro da Economia argumenta que não se pode olhar ideologia quando o assunto é comércio exterior, ainda mais quando se trata da segunda maior potência do mundo.

Mesmo assim, em trecho liberado, Guedes disse que o gigante asiático deveria “financiar um Plano Marshall para ajudar todo mundo que foi atingido”, em referência ao novo coronavírus que teve origem na China.

Em outro ponto do encontro, o ministro falou: “"A China é aquele cara que você sabe que você tem de aguentar, porque, para vocês terem uma ideia, para cada um dólar que o Brasil exporta pros Estados Unidos, exporta três pra China"

O pedido para que fossem retirados trechos ofensivos à China na reunião foi feito pelo governo brasileiro, alegando “assuntos potencialmente sensíveis”.

De janeiro a abril deste ano a China comprou US$ 20,9 bilhões de produtos brasileiros - e o saldo positivo para o Brasil ficou em US$ 9 bilhões.

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