Revés de Bolsonaro em São Paulo deve reforçar apoio a Crivella no Rio

Maiá Menezes
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O prefeito Marcelo Crivella, que ontem de manhã já divulgava a agenda que iria cumprir como candidato nesta segunda-feira, se revigorou com o recomeço da batalha por ter passado para o segundo turno com um resultado melhor do que o previsto. Na primeira fase, Crivella entrou com aparente desânimo e um acanhado aval do presidente Jair Bolsonaro. A popularidade dos dois capengava. Mas o revés sofrido pelo nome de Bolsonaro em São Paulo ajuda o projeto de reeleição do prefeito do Rio.

A esquerda está fora do jogo no segundo turno do Rio de Janeiro. E Bolsonaro vai ficar de fora do segundo turno em São Paulo, onde seu candidato Celso Russomanno ficou em quarto lugar, depois de, como nas vezes anteriores, ter iniciado a disputa com os melhores índices de popularidade. Sem poder de fogo na escolha do prefeito da maior cidade da América Latina, o Rio ganha importância em um eventual projeto de poder bolsonarista para 2022.

O mecanismo de apoio de Bolsonaro, que ungiu aliados Brasil afora em 2018, falhou dois anos depois, para a maioria dos candidatos apoiados. Mas teve potência para garantir Crivella no segundo turno. Sobretudo entre os evangélicos, para os quais o aval bolsonarista veio na reta final do primeiro turno. Em plena crise da pandemia, que foi responsável por uma votação atípica, o Rio se torna, mais do que nunca, cenário de uma queda de braço nacional.