Revelado mandante dos assassinatos de Bruno e Dom na Amazônia

Rubens Villar Coelho já havia sido preso, mas, em outubro, foi solto após pagar uma fiança de R$ 15 mil

Jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira foram assassinados em junho do ano passado (Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images)
Jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira foram assassinados em junho do ano passado (Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images)

Rubens Villar Coelho, o "Colômbia", foi o mandante dos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, informou o superintendente da PF (Polícia Federal) no Amazonas, Alexandre Fontes, nesta segunda-feira (23).

"Não tenho dúvida que o mandante foi o Colombia. Temos provas que ele fornecia as munições para o Jefferson e o Amarildo, as mesmas encontradas no caso. Ele pagou o advogado inicial de defesa do Amarildo", disse Fontes.

Além disso, o superintendendo falou, segundo registro do portal g1, que novos nomes apareceram no caso, como o irmão de Amarildo.

"Foi encaminhado um relatório à Justiça Federal com mais seis indiciamentos. Tínhamos anteriormente 3 nomes. Identificamos o irmão do Amarildo, ele forneceu a arma de fogo para o Amarildo. Ele vai responder por participe do homicídio.”

Quem é Colômbia?

  • Em julho do ano passado, ele foi preso por falsidade ideológica;

  • Três meses depois, foi solto após pagar fiança de R$ 15 mil;

  • Em dezembro, ele voltou a ser preso.

Denunciados pelos assassinatos

Conforme denúncia do MPF (Ministério Público Federal), os executores foram:

  • Amarildo da Costa Oliveira, conhecido pelo “Pelado”;

  • Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como “Dos Dantos”;

  • Jefferson da Silva Lima, conhecido como “Pelado da Dinha”.

Audiências

De acordo com registro do portal g1, a Justiça Federal no Amazonas remarcou as primeiras audiências do processo que apura os assassinatos de Bruno e Dom. As audiências aconteceriam nos dias 23, 24 e 25 de janeiro, mas foram canceladas por problemas técnico e devem ocorrer nos dias 20, 21 e 22 de março.

Relembre o caso

O crime aconteceu em junho do ano passado, no Vale do Javari, no Amazonas. O indigenista e o jornalista foram mortos a tiros e tiveram os corpos esquartejados, queimados e enterrados durante uma expedição no Vale do Javari, que é palco de conflitos que têm se alastrado pela floresta: tráfico de drogas, roubo de madeira e avanço do garimpo.