Revelar o sexo do bebê antes do nascimento pode beneficiar a saúde da criança, sugere estudo

Uma pergunta que os pais ouvem muito é: "menino ou menina?". Alguns pais querem saber o sexo do bebê o mais rápido possível, enquanto outros preferem esperar até o nascimento. Mas essa tradição de esperar até o último momento pode estar com os dias contados. Novos estudos indicam que descobrir o sexo no início da gestação pode aumentar a chance de vida.

Não é novidade que algumas doenças, como problemas cardiovasculares e diabetes tipo 2 são mais comuns em homens, enquanto outras, são mais prevalentes em mulheres. O que os pesquisadores começam a descobrir é que esses fatores de risco associados ao sexo pode começar ainda na barriga da mãe.

Um estudo feito com animais, publicado na revista Journal of Biology of Reproduction, indicou que quando o feto é do sexo masculino, há maior risco de complicações s com risco de vida, como restrição de crescimento fetal e pré-eclâmpsia.

— Não sabemos 100% por que isso acontece, mas pode estar relacionado ao fato de os bebês do sexo masculino crescerem mais rápido dentro do útero. Portanto, pode ser que suas demandas de nutrientes e oxigênio fornecidos pela mãe através da placenta possam facilmente se tornar limitadas, de modo que o bebê do sexo masculino pode não estar recebendo tudo o que realmente deseja e precisa para crescer até sua capacidade total. Pode ser que sua resiliência contra estresses ou más condições na gravidez seja menor do que, digamos, para as fêmeas, que têm menos exigências — disse Amanda Sferruzzi-Perri, uma das autoras do artigo.

Um segundo estudo feito pelo mesmo grupo de pesquisadores, também com ratos, apresentou o mesmo fator de risco masculino, juntamente com a obesidade materna induzida pela dieta, como razão para mudanças na estrutura da placenta que podem afetar o crescimento dos bebês. O novo trabalho foi publicado na revista Acta Physiologica no início deste ano.

De acordo com os pesquisadores, o trabalho fornece evidências adicionais do que deve ser avaliado na mãe durante a gravidez para evitar complicações.

— Agora estamos construindo cada vez mais evidências do que avaliar na mãe durante a gravidez, como seu índice de massa corporal inicial, seu crescimento, seu peso gestacional, mas também considerando o sexo fetal — disse Sferruzzi-Perri.

Muitas pesquisas precisam ser realizadas para incluir o sexo do bebê como um fator de risco para problemas placentários, mas este trabalho pode ser a base para projetar terapias específicas para insuficiência placentária e possíveis anormalidades de crescimento fetal, de acordo com o sexo do feto, além de orientar outras intervenções ou terapias de estilo de vida para escolhas de dieta materna.

— Pode ser que uma mulher que tenha um bebê do sexo masculino precise adotar condições de estilo de vida diferentes das de uma mulher que está carregando um bebê do sexo feminino mulher — sugeriu a pesquisadora.

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