Revista francesa realça multiplicidade de vozes femininas na poesia contemporânea brasileira

O que há de novo na poesia brasileira contemporânea? Muitas mulheres escrevendo poesia, de forma inovadora e múltipla. Essa constatação levou a revista de poesia francesa “Place de La Sorbonne” a publicar em seu último número, que acaba de ser lançado na França, um dossiê especial sobre a multiplicidade de vozes poéticas femininas no Brasil.

O dossiê “Vozes de mulheres; poesia (e política) no Brasil de hoje” foi organizado por Patricia Lavelle, professora do Departamento de Letras da PUC do Rio de Janeiro. Ela escolheu onze poetas brasileiras, todas vivas, para exemplificar a emergência desse fenômeno. São elas: Ana Martins Marques, Josely Vianna Baptista, Leila Danziger, Lu Menezes, Nina Rizzi, Simone Brantes, Lubi Prates, Marilia Garcia, Angélica Freitas, Izabela Leal. A própria Patrícia Lavelle fecha a lista. “Essa lista de 11 não é exaustiva. Há muitas outras”, garante.

Todos os poemas foram publicados na prestigiosa revista “Place de La Sorbonne” em português e francês. Lavelle também assina a tradução da maioria das poesias ao lado de Inês Oseki-Depré, com colaboração pontual de Marc de Launay e de Dolors Català. “Essa questão de traduzir em francês foi para mim muito importante. É um modo de recuperar essa língua e criar espaços para ela dentro da outra”, conta a autora de Bye Bye Babel, seu primeiro livro de poesias.

Grandes poetas mulheres do século 20

A temática feminina não é dominante. “Achei importante enfatizar a relação das mulheres com a tradição, com o próprio passado literário, com o próprio passado poético”.

Fenômeno é também político


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