Ricardo Nunes aumenta em 900% gratificação para guardas que atuam na cracolândia

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**Arquivo**SÃO PAULO,  SP - 04.04.2022 - Carros da GCM (Guarda Civil Metropolitana) se reuniram em volta da praça Princesa Isabel, novo local da cracolândia, para escoltar as equipes de zeladoria. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
**Arquivo**SÃO PAULO, SP - 04.04.2022 - Carros da GCM (Guarda Civil Metropolitana) se reuniram em volta da praça Princesa Isabel, novo local da cracolândia, para escoltar as equipes de zeladoria. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), lançou um pacote de reestruturação de carreira e aumento das gratificações da Guarda Civil Metropolitana. Nesta quinta-feira (21), ele publicou um decreto com o aumento nas gratificações e enviou à Câmara Municipal um projeto de lei com as mudanças no quadro da categoria.

O decreto prevê aumento de até 900% nas gratificações de guardas que atuarem em operações especiais em defesa dos mananciais, contra comércio ilegal e na Cracolândia.

Antes do decreto de Nunes, os guardas recebiam 20% do chamado QTG 1 (Quadro Técnico da Guarda 1), salário de referência da GCM, correspondente a R$ 755,00. O decreto determina que o valor seja de 200% do QTG 1, colocando-o em R$ 1510.

"A valorização da GCM é fundamental para tornar mais eficiente as ações de segurança da cidade, com ênfase na proteção aos mananciais, combate ao comércio ilegal e atuação na Cracolândia", diz o prefeito ao Painel.

O projeto de lei enviado à Câmara propõe a reestruturação da carreira da GCM, com destaque para aumento do valor inicial da carreira em 72%. O valor inicial é de R$ 2.180 atualmente e passará a ser de R$ 3.750, caso o projeto seja aprovado pelos vereadores.

A Folha mostrou que a GCM mantém 11 viaturas e 40 agentes circulando nas vias do entorno da praça Júlio Prestes, no centro de São Paulo, onde se concentravam dependentes químicos no antigo fluxo da cracolândia. Há cerca de um mês, eles seguiram para a praça Princesa Isabel.

A prefeitura havia anunciado, ainda em março, um novo projeto de revitalização da praça, mas na ocasião não informou que medidas tomaria para impedir que o fluxo voltasse ao local.

Moradores e comerciantes da região já alteraram suas rotinas por medo da violência, em especial durante as operações de limpeza da praça, situações em que agentes de segurança auxiliam as equipes da prefeitura na remoção de barracas e outros itens.

Segundo pesquisa do Datafolha divulgada em abril, a população da cidade de São Paulo está dividida em relação à eficácia das operações realizadas na região da cracolândia. Enquanto 49% dos moradores de São Paulo concordam com a frase "a operação na cracolândia irá fazer com que os usuários busquem tratamento", 48% discordam dela.

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