Ricardo Salles aparece na PF com assessor armado e pede informações sobre inquérito

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**ARQUIVO* BRASILIA, DF,  03.06.2020 - O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, durante entrevista à Folha, em seu gabinete, em Brasília (DF). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
**ARQUIVO* BRASILIA, DF, 03.06.2020 - O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, durante entrevista à Folha, em seu gabinete, em Brasília (DF). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, esteve na manhã desta quarta-feira (19) na superintendência da Polícia Federal em Brasília.

A PF na capital federal é quem conduz a operação Akuanduba, que fez buscas no Ministério do Meio Ambiente e em endereços do próprio ministro.

A suspeita da PF é sobre possíveis desvios de conduta de servidores públicos da pasta e do Ibama durante o processo de exportação de madeira.

Salles chegou ao prédio da PF, localizado no setor policial sul, por volta das 08h00, acompanhado de um assessor armado, que é um militar da reserva.

Policiais relataram ao Painel que o ministro cobrou explicações sobre o inquérito e quis falar com o superintendente.

Salles foi recebido pelo chefe do órgão e informado que o caso estava sob sigilo e é de responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Segundo informações de pessoas próximas ao ministro do Meio Ambiente, o assessor armado é um militar da reserva que faz a segurança dele por causa de ameaças que teria recebido.

Em curta entrevista, após participar de um evento em Brasília, Salles chamou a operação de exagerada.

Ele afirma que ainda não teve acesso aos autos e, por isso, sabe pouco sobre a apuração, mas diz acreditar que o ministro Alexandre de Moraes foi induzido ao erro.