Ricardo Salles insiste na ajuda monetária estrangeira para proteção ambiental no Brasil

Anita Efraim e Ana Paula Ramos
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Ricardo Salles
Ricardo Salles
  • Ricardo Salles insiste na ajuda monetária estrangeira para proteção ambiental no Brasil

  • Ministro do Meio Ambiente participou de coletiva após pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro na Cúpula do Clima

  • "Possibilidade para que países, empresas, entidades nacionais e estrangeiras colaborem com o robustecimento do orçamento", disse Salles

Em coletiva de imprensa após pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro na Cúpula do Clima, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, insistiu na importância da ajuda monetária de estrangeiros para a proteção ambiental no território brasileiro.

"Para reduzir o desmatamento até 2030, o governo coloca seus recursos de agências ambientais, PF, logística das Forças Armadas e abre a possibilidade para que países, empresas, entidades nacionais e estrangeiras colaborem com o robustecimento do orçamento", afirmou o ministro.

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E acrescentou sobre o orçamento para fiscalização ambiental em 2021: "o que houver de disponibilidade, o presidente vai dobrar o recurso".

Salles destacou que o pagamento pelos serviços ambientais são fundamentais e têm como principais fontes o tão esperado mercado de crédito de carbono, previstos no Acordo de Paris.

Segundo Salles, a meta de eliminação de desmatamento ilegal, destacada por Bolsonaro, proporcionará exatamente o que outros países estão afirmando, que em 2030 alcançarão 50% de redução das suas emissões de gases.

"O Brasil, reduzindo o seu desmatamento ilegal a zero, também chegará a próximo de 50% de redução dos gases de efeito estufa", disse.

"As ações que se seguirão a partir de agora, de 1o de maio, elas têm condições de reduzir o desmatamento em prazo anterior a 2030. 2030 é o limite, mas nada impede de ir reduzindo o desmatamento desde agora", declarou.

Discurso de Bolsonaro na Cúpula do Clima

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido) destacou o compromisso do Brasil em eliminar o desmatamento ilegal até 2030, durante discurso na Cúpula do Clima nesta quinta-feira (22).

"Entre as medidas necessárias para tanto, destaco o compromisso de eliminar o desmatamento ilegal até 2030, com a plena aplicação do nosso código florestal. Com isso, reduziremos em quase 50% nossas emissões até essa data. Há que se reconhecer que será uma tarefa complexa. Medidas de comando e controle são parte da resposta".

Cobrado internacionalmente pelo desmonte dos órgãos de fiscalização ambientais, o presidente afirmou, em seu discurso, que determinou o "fortalecimento dos órgãos ambientais" e pediu "contribuição de países, empresas e entidades" para o desenvolvimento da Amazônia.