Rildo!

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Rildo (1942-2001) FOTO ARQUIVO FAMILIAR

Rildo não foi campeão do mundo em 1970 por mais uma ação misteriosa do bisturi mágico do doutor Lídio. Mas foi titular nas Eliminatórias. Participou da campanha do tri. Como até gol fez no fiasco em 1966.

Rildo também "estava" em 1958. No Recife, aos 16 anos, ouvia pelo radinho a conquista da Copa sonhando com seu ídolo Nilton Santos. Sempre disse que não foi pra rua celebrar o Mundial com os amigos. Ficou em casa admirando a Enciclopédia no álbum de figurinhas do Brasil.

Meses depois o Botafogo foi jogar contra o Sport. Rildo atuava nos aspirantes do Leão. João Saldanha viu a preliminar. Convidou para Rildo ir ainda menino ao Rio. Foi reserva de Nilton Santos. Tinha que marcar Garrincha nos treinos. Até que Nilton virou zagueiro. Rildo, o titular da lateral.

O River o quis. Ele não quis sair. Até aceitou ganhar menos só pra ficar no Botafogo dele. O Corinthians ofereceu mais. Só o Santos de Carlos Alberto e Pelé para o levar. Como o Rei depois o levaria aos EUA. Onde nesta segunda-feira partiu. Como um dos melhores e menos reconhecidos laterais do Brasil.

Parceiro de clube de Garrincha, Didi, Nilton Santos, Gérson, Jairzinho, Ele, Pepe, Zito, Clodoaldo, Coutinho, Gilmar.

Tantos no Botafogo e no Santos.

Poucos como Rildo. Do nível deles.

Ele partiu. E poucos deram a bola devida.

Não estamos apenas banalizando a morte. Também as vidas.

Força e luz à família e amigos.

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