Rio é uma das cidades mais caras do planeta no setor dos artigos de luxo

Rio, uma das cidades mais caras.

RIO - O Rio de Janeiro é a 16ª cidade mais cara do mundo para consumo de produtos de luxo, segundo o relatório Global Wealth & Lifestyle (Riqueza Global e Estilo de Vida) do banco suíço Julius Baer, que pesquisou 28 cidades no mundo todo.

Segundo o relatório, o Rio é conhecido como "a Manhattan brasileira" e é bastante caro para o consumidor em busca de produtos de luxo, como bolsas, relógios, jóias, uísque, vinho e afins. O texto diz que os impostos aplicados aos produtos podem aumentar os preços em até 300%.

Por outro lado, a pesquisa afirma que é possível obter quartos de luxo em hotéis por preços razoáveis, o mesmo se aplicando a festas de casamento, por exemplo, ou serviços de bem-estar, como beleza.

Segundo o banco suíço, o mercado de imóveis luxuosos também é convidativo. "Os bairros mais caros são Leblon, Ipanema e Gávea", atalha, porém.

O relatório afirma que a demanda por imóveis e o aumento de preços em termos reais têm sido "mornos" nos últimos anos.

Entre alguns detalhes curiosos no estudo, está o que diz que americanos e europeus são menos propensos a pagar mais por produtos elaborados de forma "responsável", devido à regulação estrita em seus países que assegura a sustentabilidade nos produtos "comuns".

Já os consumidores asiáticos e latino-americanos tendem a comprar mais produtos sustentáveis.

A Ásia é a região mais cara, especialmente na parte residencial. Não por acaso, a cidade mais cara no índice é Hong Kong. A mais barata, Mumbai, também fica lá.

A melhor relação custo-benefício para quem busca artigos de luxo está nas cidades da Europa, como Barcelona e Frankfurt. Já Londres é a mais cara do continente, seguida de perto por Zurique.

Nas Américas, Nova York é a metrópole mais cara, e Vancouver, a mais barata para o setor.