Rio adia volta às aulas presenciais na rede municipal

WALESKA BORGES
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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A segunda fase do retorno às aulas presenciais da rede municipal de ensino no Rio de Janeiro foi adiada em duas semanas. A cidade vive recorde de pedidos de internação em UTIs, que estão próxima do limite. Com o adiamento, estudantes do 3º ao 6º ano e do 9º ano do ensino fundamental vão permanecer em ensino remoto. Os alunos voltariam para as salas de aulas nesta quarta-feira (17). Seguem no ensino presencial apenas as crianças da pré-escola, além do 1º e 2º ano do ensino fundamental. Em suas redes sociais, o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, disse que a adequação do plano de retorno dos alunos é considerada normal. "Esse abre e fecha da sociedade e a adequação de nosso plano de volta às aulas são normais de acontecer num tempo de tantas incertezas. Nós trabalhamos com a ciência tomando as decisões adequadas em prol da educação carioca", escreveu o secretário. De acordo com a Secretaria de Educação, no momento, há 270 escolas da rede de ensino municipal abertas, o que pode beneficiar 52 mil alunos. O retorno, porém, é opcional. A decisão pela frequência das aulas presenciais é dos pais e responsáveis. "Neste quase um mês de aulas presenciais, tivemos ótimos resultados. Cerca de 80% dos pais e responsáveis optaram pelo retorno presencial e não tivemos que fechar nenhuma unidade escolar. Decidimos adiar a segunda fase para priorizar o avanço da primeira, focando assim na alfabetização e na educação infantil", informou o secretário. No final do mês de janeiro, o prefeito Eduardo Paes (DEM-RJ) afirmou que as escolas seriam as últimas a fechar em caso de medidas mais rígidas contra a Covid-19 no Rio. As aulas presenciais na rede estadual retornaram no último dia 1º. O estilo de aulas é híbrido, dividido entre os módulos online e presencial. De acordo com o governo estadual, cerca de 70 mil estudantes (10% do total de 700 mil) retornaram para o modelo presencial. Os estudantes que não têm acesso às aulas remotas por falta de conexão com a internet e de vulnerabilidade social tiveram prioridade.