Rio bate o recorde, pelo segundo dia seguido, da maior fila por UTI de Covid-19; 582 pessoas aguardam vaga

Felipe Grinberg
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RIO — Dados do governo do estado mostram que o Rio registrou nesta quarta-feira a maior fila de pacientes aguardando leitos de UTI de toda a pandemia. Números divulgados pela secretaria estadual de saúde mostram que 582 pessoas aguardam uma vaga de terapia intensiva em todo o Rio. É o segundo dia seguido que o triste recorde é quebrado.

Nem na segunda onda que atingiu o estado no fim do ano de 2020, o estado chegou próximo de ultrapassar as filas de UTI registradas em maio do ano passado. A fila por um leito de UTI vem crescendo dia após dia no estado do Rio. Há 15 dias eram apenas 73 pessoas aguardando uma vaga de CTI, o que representa um aumento de quase 700%. Se somados com os leitos de enfermaria, 858 pacientes aguardam transferência., o maior número desde 14 de maio de 2020

Procurada, a secretaria estadual de saúde não informou quantos pacientes aguardam há mais de 24 horas por um leito de UTI ou a média de tempo que cada um aguarda transferência. Segundo o painel do estado, a mediana está em 18 horas para UTI — três horas a mais que ontem— e 9 horas para leitos de enfermaria. Atualmente a taxa de ocupação de leitos de UTI em todo o estado está em 88,7% e 77% das vagas de enfermarias estão ocupadas.

O estado do Rio confirmou nesta quarta-feira (24) 42 novas mortes pela Covid-19 e quase 2,9 mil casos da doença. Desde o início da pandemia, 35,373 pessoas morreram vítimas do coronavírus e ao menos 629,5 mil foram infectadas. É o quarto dia seguido de alta na média móvel de mortes.

Com os dados desta quarta-feira, a média móvel passa a ser de 2.368 casos e 112 mortes por dia. Em relação há duas semanas atrás, houve um aumento de 28% no número de óbitos , o que indica uma tendência de crescimento na intensidade do contágio por estar acima da marca mínima estipulada de 15%.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.