Rio bate recorde da média móvel de mortes por Covid-19 de toda a pandemia pelo segundo dia seguido

Felipe Grinberg
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RIO — Pelo segundo dia consecutivo, o Rio bateu o recorde da média móvel de mortes por Covid-19. Neste domingo, foram confirmados novos 148 óbitos, o que levou o indicador — que faz a média de sete dias para evitar o efeito de oscilações nos registros de óbitos — para 270. Com os números deste domingo, a média móvel apresenta aumento de 22% em relação há duas semanas, indicando um cenário de aumento do contágio.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o "ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

No Rio, dos vintes maiores recordes da média móvel de mortes por Covid-19, 18 são de 2021. Entre os 18 maiores de 2021, todos são deste mês de abril.

Neste domingo também foram quase 4 mil novos casos da doença, o que deixou a média móvel de casos em 3.385 novas confirmações.

A análise dos dados foi feita a partir do levantamento do consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, que reúne informações das secretarias estaduais de Saúde.

O número de pacientes graves que aguardam um leito de UTI na rede pública do Rio reduziu neste domingo. Dados da secretaria estadual de Saúde indicam que há 204 pacientes em emergências esperando por uma transferência. Se somados com as pessoas que aguardam um leito de enfermaria o número chega a 256 pessoas.

A fila que chegou a ter mais de 700 pessoas esperando uma vaga de UTI no fim do último mês vem reduzindo nos últimos dias e chegou ao menor patamar desde o dia 15 de março. Entretanto, as taxas de ocupação continuam altas nos leitos de terapia intensiva. Segundo o estado, 87% das vagas estão ocupadas.

Das nove regiões de saúde do estado, apenas duas estão com ocupação de leitos de UTI para Covid-19 menor que 80%: Região Metropolitana 2 e Médio Paraíba.

A pior situação é na região Noroeste do Rio, que não possui mais vagas de terapia intensiva disponíveis. Na região Metropolitana 1 — que abrange e capital e a Baxada Fluminense — a taxa de ocupação de UTI é de 92%.