Rio começa a vacinar novos grupos prioritários, como pessoas com comorbidades, motoristas de ônibus e garis

Rafael Nascimento de Souza
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RIO — O município do Rio começou a vacinar, nesta segunda-feira, novas categorias incluídas nos chamados grupos prioritários de vacinação contra a Covid-19, como pessoas com comorbidade, profissionais de educação, de limpeza urbana, e cobradores e motoristas de ônibus. Ao todo, serão aproximadamente 630 mil pessoas que se enquadram entre as novas prioridades, e também seguem o calendário baseado em faixa etária e gênero. Nesta nova fase, as primeiras a serem vacinadas foram as mulheres de 59 anos ou mais.

— Esperamos vacinar esse grupo até o fim de maio. São 630 mil pessoas nessa nova etapa. Dentro desse grupo, esperamos priorizar as pessoas com maior idade, que podem adoecer gravemente e morrer de Covid-19 – comentou o secretário de saúde, o médico Daniel Soranz.

Nos novos grupos prioritários estão incluídos pessoas com comorbidades e com deficiências permanentes, trabalhadores da educação, garis, guardas municipais, motoristas e cobradores de ônibus e motoristas do transporte escolar, além de trabalhadores da saúde, que não são da área assistencial, mas atuam em hospitais, clínicas e outras unidades e que ainda não foram vacinados. Já os grupos de profissionais da saúde têm um calendário separado, e estão com faixas etárias diferentes, de 44 anos para baixo, uma idade a cada dia, para ambos os sexos. Segundo a prefeitura, apenas grávidas com comorbidades e pessoas com 60 anos ou mais podem procurar os postos de vacinação sem precisar seguir o cronograma.

Para receber a vacina, o novo grupo prioritário deverá seguir alguns critérios. Trabalhadores da saúde, da educação, garis, guardas municipais, motoristas cobradores de ônibus e motoristas do transporte escolar precisam apresentar os três últimos contracheques e o crachá que identifica a função e onde ele trabalha. Já as pessoas que têm comorbidades precisam apresentar algum tipo de documento que comprove a condição ou um acompanhamento médico periódico.

— Para quem tem comorbidades, que são doenças crônicas e graves, a pessoa precisa mostrar que ela tem algum tipo de acompanhamento. Vale exames da doença, receitas médicas do tratamento da doença, algum tipo de laudo médico. Precisa trazer qualquer documento que mostre que ela tem a doença — explicou Soranz.

A gari Maria das Dores Medeiros da Silva, de 59 anos, diz que trabalhou direto durante toda a pandemia. Nesta manhã, a funcionária pública, que estava ao lado das amigas que fez na Comlurb, recebeu a primeira dose da vacina, aplicada pelo secretário de Saúde, Daniel Soranz, na Clínica da Família Estácio de Sá, no Rio Comprido.

— Eu tenho uma certa idade e agora a sensação que eu tenho é de proteção. Eu trabalho na rua mexendo com o lixo e essa é mais uma proteção. Estou muito feliz de ter tomado essa primeira dose — disse a profissional.

O presidente da Comlurb, Flávio Lopes, acompanhou o primeiro dia de vacinação. Segundo Lopes, 2,5 mil funcionários entre 55 e 59 anos atuam na limpeza da cidade. O número chega à casa de cerca de 7 mil entre os trabalhadores de 47 anos, idade prevista para a metade final de maio. Atualmente, a companhia de limpeza urbana tem, no total, quase 20 mil funcionários.

— É importante que essa turma seja vacinada. Pessoas com mais de 60 anos já tinham sido vacinadas. Mas essa idade é importante porque não paramos. O pessoal de 50 anos trabalhou mais que dobrado, já que pessoas com mais de 60 ou com comorbidades ficaram em casa. Foi muito esforço e agora é um reconhecimento. Essa é uma segurança para essa parcela da população.

Ao todo, 260 postos em toda a cidade estão habilitados para a aplicação das doses.