Rio confirma terceiro caso da variante Ômicron

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A prefeitura do Rio confirmou nesta terça-feira o terceiro caso de Ômicron no Município do Rio. A paciente diagnosticada com a variante é uma mulher de 39 anos, moradora do México e que chegou ao Rio no último dia 13 de dezembro. No dia que chegou à cidade, ela comprou um exame de Covid-19 em uma farmácia e testou positivo para a doença. Ela foi identificada como um caso suspeito pela vigilância epidemiológica e teve amostra encaminhada para sequenciamento genômico.

A paciente foi vacinada com a dose única da Janssen em julho, no México, e não tomou a dose de reforço. Segundo a secretaria municipal de Saúde, ela apresentou sintomas sem gravidade.

Nesta segunda-feira, a prefeitura havia confirmado o segundo caso da variante Ômicron na cidade. A cepa foi detectada em uma brasileira de 23 anos que mora em Nova York, nos Estados Unidos, e chegou ao Brasil no dia 17 de dezembro. No mesmo dia ela procurou um hospital particular com suspeita de amigdalite e foi diagnosticada com a Covid-19. Ela já havia tomado duas doses da vacina da Moderna há mais de seis meses e não possui mais sintomas.

Transmissão na própria cidade

Apesar de ser apenas o segundo caso da variante confirmada na cidade, a prefeitura do Rio já considera que há transmissão comunitária. isso porque há outros 180 casos suspeitos de Ômicron que são analisados pelos laboratórios. Essas amostras foram colhidas após o exame RT-PCR apresentar alterações genéticas que podem indicar a presença da variante.

Somente nesta segunda-feira na cidade do Rio, a taxa de positividade para testes de Covid-19 foi de 13%. Ou seja, a cada 100 pessoas com sintomas da doença, 13 tiveram o diagnóstico confirmados. Até meados de dezembro, a taxa de positividade não ultrapassou 1%. Nesta segunda, no entanto, havia a expectativa de mais pessoas procurarem os postos para se vacinarem com a dose de reforço, mas isso não ocorreu.

— Percebemos um aumento da positividade dos testes. Já chegamos a ter 0,7%. Hoje tivemos um percentual parecido com o de três meses atrás. Das pessoas que testaram hoje, 34% foram a outros municípios passar o período de festas. Percebemos muito cariocas voltando para o Rio com sintomas de Covid-19. Isso era previsível de acontecer, e que teríamos a entrada da variante. Precisamos analisar se esse aumento vai se manter e vai causar impacto na internação. Não vemos aumento significativo de casos graves ou de internação. Na última semana, tivemos 72 horas sem óbitos por Covid e foi a semana com menor número de mortes de toda a pandemia — analisa o secretário municipal de Saúde Daniel Soranz.

Nos hospitais privados do município do Rio os novos casos de coronavírus também não se traduziram em uma maior pressão por leitos. Segundo Graccho Alvim, diretor da Associação de Hospitais Privados do Estado do Rio, a maior partes dos internados são de não vacinados ou de imunizados apenas com a primeira dose:

— Vimos um aumento de pacientes com Covid na última semana, mas a maioria de casos leves. Vimos que muitos aglomeraram no final do ano e temo o que venha acontecer nas próximas semanas. Atualmente as áreas de Covid estão reduzidas e com internação baixa — destaca.

Efeitos do réveillon

Questionado sobre os efeitos das festas de réveillon na cidade, Daniel Soranz diz que ainda é cedo para analisar os efeitos da festa. O secretário ainda destaca que uma das principais frentes para combater a variante Ômicron é a dose de reforço. Há a expectativa que o Rio aplique em janeiro 800 mil doses de reforço. Atualmente a cidade do Rio está com cerca de 30% da população adulta com a terceira dose.

A prefeitura também já estuda quando vai implantar a cobrança da terceira dose no "passaporte da vacina", que atualmente vale para áreas cobertas em restaurantes, hotéis, academias e outros locais de usos coletivos:

— A primeira estratégia é a dose de reforço. Precisamos que o carioca vá fazer o reforço. Pedimos a todos que tenham completado 4 meses da segunda dose compareçam ao posto para se vacinar. Também queremos estimular as pessoas irem aos polos se testarem. Precisamos que as medidas restritivas que estão valendo continuem sendo cumpridas, como o uso obrigatório de máscaras em locais fechados, o que tá acontecendo muito pouco. Vamos intensificar a cobrança — afirma Soranz.

Diego Xavier, epidemiologista e pesquisador do Monitora Covid-19, avançar na vacinação também em crianças é primordial. O especialista, no entanto, acredita que o aumento de casos esteja apenas no começo:

—Tem muita gente que ainda vai viajar em janeiro para as férias e que se expõe muito. A tendência é ver esses números aumentando. Tudo o que não queremos é que daqui a dois, três meses ver que estamos atrasados de novo na vacinação.

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